Segunda-feira 01 de Outubro de 9691

SIGA e COP com prioridade ao combate da manipulação de competições

No decorrer da Semana da Integridade no Desporto, evento promovido pela SIGA (Sports Integrity Global Alliance) por via telemática, com grandes figuras de vários quadrantes ligados ao desporto, o Director-geral do Comité Olímpico de Portugal (COP), João Paulo Almeida, sublinhou a importância de enfrentar o fenómeno da manipulação de competições desportivas de “forma global” e não como um problema exclusivo das organizações desportivas.

COP

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A participar no painel Money Talks: Match-Fixing & Criminal Infiltration in Sport, João Paulo Almeida alertou para a necessidade de “trabalhar com as autoridades criminais” para poder travar um problema em expansão, comparável ao doping.

O trabalho de “consciencialização dos atletas” para a manipulação de competições continua a ser prioritário e João Paulo Almeida citou o tenista argentino Nicolas Kicker, suspenso por ter entrado num esquema de jogos combinados e que aceitou dar testemunho desse caso num vídeo da Tennis Integrity Unit, como um exemplo simbólico poderoso na luta contra este flagelo.

O Director-geral do COP alertou ainda para a diferença de entendimento que existe no tratamento entre doping e manipulação de competições. “A Convenção Antidoping da UNESCO foi adoptada por uma larga maioria de estados” (189), ao passo que a Convenção sobre Manipulação de Competições Desportivas do Conselho da Europa teve uma adesão reduzida, estando Portugal entre os sete países que a ratificaram até agora. Ainda assim, o nosso país continua sem ter activa uma plataforma que agregue instâncias criminais, policiais e desportivas, prevista no documento, para enfrentar a manipulação de competições, sublinhou João Paulo Almeida.

Este foi mais um dos temas “top” dos debates registados nesta Semana da Integridade no Desporto, que levou milhares de pessoas a conhecer o que se passa no mundo (real) sobre estes assuntos que se relacionam com a ética, a verticalidade e a integridade que deve ser apanágio de todos os que pugnam por um desporto mais inclusivo, mais cumpridor das regras que o regem mas com uma mácula de responsabilidade acrescida, para lutar contra grupos organizados em que procuram não o desporto em si mas os lucros que podem obter com base no desporto.

Como tivemos oportunidade de referir, o Comité Olímpico de Portugal é um dos parceiros mais activos da SIGA para todas as áreas que se relacionam, de forma directa ou indirecta, ao desporto.

 

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