Segunda-feira 26 de Outubro de 2020

Daniel McLay impõe lei do mais rápido em Águeda

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O britânico Daniel McLay (Team Arkéa-Samsic) venceu esta sexta-feira, em Águeda, a quinta etapa da Volta a Portugal Edição Especial Jogos Santa Casa, uma viagem de 176,3 quilómetros, iniciada em Oliveira do Hospital, sem nada de anormal, pelo que Amaro Antunes (W52-FC Porto) continua vestido de amarelo.

A tirada decidiu-se entre os corredores mais velozes do pelotão, num animado sprint, na sempre exigente chegada, em subida, a Águeda. A Team Arkéa-Samsic, que se apresentou na Volta a Portugal com o objectivo de vencer etapas através de McLay, fez um excelente trabalho nos quilómetros finais, lançando o número um da equipa para a vitória.

Daniel McLay não deu a menor hipótese à concorrência, arrancando no momento certo, a 100 metros do risco, para um triunfo autoritário. O venezuelano Leangel Linarez (Miranda-Mortágua) foi o segundo classificado e o italiano Riccardo Minali (Nippo Delko Provence) fechou o pódio da jornada. O pelotão principal cumpriu a etapa em 4h14m46s, à média de 41,520 km/h.

No final da corrida, McLay referiu que “é difícil controlar a corrida, mas a equipa esteve excelente e levou-me até aos 150 metros finais. Só tive de finalizar o trabalho. Vamos continuar a trabalhar para tentar ganhar nos próximos dias. Na equipa temos três homens muito rápidos, com possibilidade de vencer”.

A classificação geral individual manteve-se inalterada. Amaro Antunes continua com a Camisola Amarela Jogos Santa Casa no corpo, com menos 13 segundos do que Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) e menos 1m13s do que Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), que ocupam os lugares imediatos. No alinhamento da geral, os chefes-de-fila da Efapel, Joni Brandão e António Carvalho, foram penalizados em 20 segundos por terem recebido abastecimento irregular na etapa de ontem. Joni Brandão é agora quinto classificado e António Carvalho oitavo.

Para o portador da camisola amarela, Amaro Antunes “hoje foi um dia de muita cautela. Os nossos homens rápidos fizeram um trabalho soberbo para me protegerem, porque o vento estava terrível. Daqui para a frente, há que ir dia a dia, procurando fugir aos azares. Os adversários vão querer atacar-nos. Nós, coesos e confiantes, jogaremos as nossas cartadas quando assim tiver de ser”.

A fuga do dia, iniciada com cerca de metade da etapa cumprida, juntou na dianteira Héctor Sáez (Caja Rural-Seguros RGA), Mauro Finetto (Nippo Delko Provence), Anthony Delaplace (Team Arkéa-Samsic), Fábio Costa (Kelly-Simoldes-UDO) e Hugo Sancho (Miranda-Mortágua). Foi uma iniciativa que não interveio nas contas da geral nem sequer das outras classificações. Chegou a ter mais de 3 minutos de vantagem, mas não resistiu à perseguição movida pelas equipas interessadas numa chegada em grupo.

Antes do protagonismo ter sido entregue aos velocistas já um corredor festejara durante a etapa. Hugo Nunes (Rádio Popular-Boavista) conquistou o estatuto de virtual vencedor da Camisola Branca e Vermelha Fidelidade (Melhor Trepador). Luís Gomes (Kelly-Simoldes-UDO) continua em posse da Camisola Vermelha Cofidis (Pontos), embora sem a garantia matemática de conquista da classificação. Simon Carr (Nippo Delko Provence) continua com a camisola branca IPDJ “Melhor jovem”. Por equipas comanda a W52-FC Porto.

A sexta etapa, neste sábado, celebra o 50.º aniversário da primeira vitória de Joaquim Agostinho na Volta a Portugal. É uma ligação de 155 quilómetros, entre Caldas da Rainha e Torres Vedras. Prevê-se mais uma oportunidade para sprinters, numa jornada em que o vento pode ser aliado das equipas que pretendam surpreender as rivais.

Foi em 1970 que Joaquim Agostinho venceu a sua primeira Volta a Portugal, numa altura em que já era uma das figuras do ciclismo nacional, com vitórias no Tour. Firmino Bernardino e Leonel Miranda foram os seus leais companheiros do Sporting para o levar à primeira de três conquistas. Os dois ciclistas contribuíram decisivamente para não permitir veleidades ao FC Porto, onde pontificavam as figuras de Joaquim Leão, Mário Silva e José Azevedo. 50 anos depois, a Volta recorda esse momento de Agostinho, com uma chegada a Torres Vedras.

A sexta etapa, neste sábado, será assim de homenagem, com Torres Vedras a juntar uma chegada na Volta ao habitual Troféu Joaquim Agostinho, há muito uma das provas mais importantes do calendário português. A sua icónica estátua é um local de paragem obrigatória para os amantes da modalidade e em ano de cinquentenário da primeira vitória na Volta a Portugal, a Edição Especial de 2020 não esquece o ciclista que marcou a história do ciclismo nacional.

Com início nas Caldas da Rainha, o pelotão vai ter um dia de périplo pela zona Oeste. São Martinho do Porto, Salir do Porto, Foz do Arelho, Óbidos e Bombarral, por exemplo, fazem parte de um percurso que terá apenas uma quarta categoria em Alfeizerão, logo nos primeiros quilómetros, dos 155.

Em Alcobaça, Cadaval e Santa Cruz estão instaladas as metas volantes.

Frederico Figueiredo tem boas recordações de Torres Vedras, pois há duas semanas celebrou a vitória no Troféu. Porém, no que a vitória de etapa diz respeito, esta etapa da Volta é mais uma para os sprinters, quando se está na recta final da corrida.

Os candidatos em Torres Vedras são novamente Daniel McLay (Arkéa Samsic), César Martingil (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), João Matias (Aviludo-Louletano), Samuel Caldeira (W52-FC Porto), Leangel Linarez (Miranda-Mortágua) e Rafael Silva (Efapel).

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