Terça-feira 24 de Novembro de 2020

Portugal com goleada (7-0) à “moda antiga” sobre Andorra

Numa partida com um pendor atacante quase total (75/25%), com a formação lusa a ter doze oportunidades para golo de entre os 25 remates que fez, dos quais 14 para a baliza (contra zero dos visitantes), chegar aos 7-0 foi muito bom, pese embora a falta de ritmo do adversário.

Diogo Pinto / FPF

Diogo Pinto / FPF

De qualquer forma, Portugal vincou a sua forma de estar e o querer dos jogadores que integram a selecção nacional, porquanto a tónica é vencer, vencer, vencer!

Por outro lado, para além do resultado, havia mais duas situações a apurar: Cristiano Ronaldo queria jogar para marcar mais golos (fez o 102º mas ainda faltam 7 para apanhar o melhor marcador mundial (selecções), Ali Daei, aproveitando também para somar mais uma internacionalização. Ronaldo, que só entrou na segunda parte, teve nos pés e na cabeça mais três golos mas não conseguiu dar a “volta” à bola.

Como novidade o facto de Neto e Paulinho se terem estreado com a camisola das quinas e terem concretizado os primeiros golos pela selecção nacional, com relevância para o segundo, que obteve dois, o que foi outro tónico significativo para o jogador.

A turma lusa deu boa conta de si, mas teve a vida facilitada porquanto os homens de Andorra mostraram que tem falta de ritmo (as competições locais ainda não se iniciaram), ainda que a formação liderada por Fernando Santos não pode perder tantos golos com o fez, pese embora este encontro tenha sido a “feijões”, para preparar os franceses que vão estar no Estádio da Luz no próximo sábado, num encontro de “vida ou morte”, porquanto quem ganhar quase garante a presença na fase final da Liga das Nações, apesar da vantagem no “goal average”, pelo menos por agora.

Portugal começou cedo (8’) a marcar, com Neto a estrear-se, abrindo o activo (e a “fome” de meter mais), depois de uma jogada em que Paulinho cabeceou para trás onde, no centro da área, Sérgio Oliveira endossou para o avançado fazer o 1-0.

Vinte minutos depois (29’), foi Paulinho – que também se estreou na equipa e a marcar – a fazer o 2-0 no seguimento de um passe feito por Semedo, que se antecipou ao defesa e fez o golo, resultado com que chegou ao intervalo.

No segundo tempo, Renato Sanches (56’) é assistido por Cristiano Ronaldo e, na passada, rematou forte para o 3-0, para Paulinho obter o seu segundo golo, feito de cabeça a cruzamento de Mário Rui (61’).

Cristiano Ronaldo bem se pode “queixar” do árbitro (69’) que não viu uma grande penalidade protagonizada por um defesa sobre Cristiano Ronaldo (agarrando-o dentro da área) mas, alguns minutos depois, Portugal chegou aos 5-0 com um autogolo do defesa Emili Garcia, que desviou um passe de Bernardo Silva (dirigido para Ronaldo) mas que bateu no pé do homem de Andorra e traiu o seu próprio guarda-redes.

Finalmente (85’), Cristiano Rinaldo chegou ao golo, que acudiu ao cruzamento feito por Mário Rui (segunda assistência que também deu em golo) e cabeceou forte que levou o guarda-redes a enrolar com a bola para dentro da própria baliza.

Três minutos depois coube a João Félix fechar a conta (7-0), depois de rematar para golo após ter a bola à sua disposição e enviada por William Carvalho dentro da área.

Portugal alinhou com Anthony Lopes; Nélson Semedo, Rúben Semedo, Domingos Duarte e Mário Rui; Renato Sanches, João Moutinho e Sérgio Oliveira; Pedro Neto, Paulinho e Trincão.

No segundo tempo, Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva (46’) entraram para os ligares de Pedro Neto e Sérgio Oliveira; Renato Sanches e Paulinho saíram para dar lugar a William Carvalho e João Félix (63’) e João Moutinho e Trincão foram substituídos por Diogo Jota e Danilo (74’).

Para Fernando Santos, seleccionador nacional, o resultado “está dentro do que esperávamos. O jogo foi interessante. Obviamente que era contra uma equipa muito defensiva e era preciso ter paciência para encontrar espaços, mas a equipa esteve bem nesse aspecto. Houve foi ansiedade de fazer golos e faltou um bocadinho. Mas foi um jogo bem conseguido”.

Acrescentou ainda que “tínhamos de dar minutos aos jogadores. O Moutinho, por exemplo, tem jogado pouco e por isso foi dos que mais jogou, tirando a linha defensiva. Depois quisemos colocar também o Danilo na sua posição, o William também precisa de mais ritmo. Tínhamos dois jogadores que já têm jogado mais nas suas equipas, o Sérgio Oliveira e o Renato Sanches. Têm jogado sistematicamente e portanto foi isso que fizemos. Por um lado, encontrar equilíbrios físicos na equipa e dar ritmo a alguns”.

Paulinho em discurso directo ao site da FPF referiu que “foi uma noite perfeita! Perfeita para mim que marquei e para a equipa que ganhou. Marcámos muitos golos por isso é … perfeito. Acredito que foi a oportunidade ideal e correspondi fazendo um bom jogo. Senti-me muito bem. Logo no primeiro dia receberam-me bem apesar de termos jogadores com uma qualidade incrível. Eles também são extremamente humildes, e  esta recepção ajudou a tornar tudo mais fácil no campo. Este é o momento mais importante da minha vida. Não estava à espera de uma noite tão perfeita”.

Domingos Duarte, outro estreante, também em discurso directo ao referido site, salientou que “sinto-me muito orgulhoso. Foi um longo processo, mas estou muito contente pois fui muito bem recebido pela malta. É sempre importante jogar para ganhar a dinâmica da equipa e isso só se consegue no campo. Foi um bom teste que ganhámos e isso é o mais importante. Eu posso acrescentar muita coisa, assim como os meus companheiros. Agora temos dois jogos muito importantes frente à França e à Croácia que são cruciais para a Liga das Nações. Temos de ganhá-los”.

 

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