Terça-feira 24 de Novembro de 2020

Portugal, com “estrelas” apagadas, baqueou ante uma França acessível na Liga das Nações

Com a maior parte das “estrelas” sem luz para um jogo da importância que tinha o Portugal-França, a selecção lusa perdeu (0-1) com uns franceses acessíveis, mas que souberam criar oportunidades por força de uma táctica apropriada.

Diogo Pinto/FPF

Diogo Pinto/FPF

Portugal entrou a jogar para a frente, podia até ter marcado (6’) quando Ronaldo rematou forte, em arco, mas que o guardião Lloris defendeu bem, ainda que tapado por um seu defesa, no que foi um primeiro sinal mas que, ao longo do tempo, pouco mais se viu, porquanto a formação lusa estava como que “fixada” em defender e não tanto atacar.

E quando o fez, ao longo de quase todo o jogo, a “sintonia” era municiar, fosse qual fosse o ângulo, o capitão da equipa (Ronaldo) para poder marcar mais golos e, com isso, Portugal chegar ao triunfo.

Só que Ronaldo tinha uma defesa “concentrada” pela frente e não conseguiu – nem os seus colegas municiadores – abrir os caminhos para que a bola lá chegasse em condições favoráveis para se chegar ao golo.

E com o passar do tempo, sem que a estratégia fosse mudada (como foi feito frente a Andorra, por exemplo), o jogo luso não “atinou” com nada, ainda que Portugal também tivesse tido duas ou três oportunidades para chegar ao golo, se bem que “São Patrício” (Rui) ainda tivesse que salvar Portugal de sofrer golos mais cedo (42’), face a uma defesa apertada (e feliz) ante um Martial que rematou forte para Patrício afastar (com felicidade) a bola com um braço, safando-se ainda de ficar lesionado.

Os médios Bruno Fernandes e Bernardo Silva pouco se viram, pelo que foram substituídos na segunda parte (71’), isto depois de Diogo Jota ter entrado primeiro (56’), mas também dar “tino” à equipa.

Por seu lado, os franceses, para além travado quase todas as jogadas que os portugueses pretendiam fazer a partir da sua área, souberam aproveitar uma certa apatia (física e ou psicológica) dos jogadores lusos, a quem faltou “arte e manha” para chegar ao triunfo.

Depois de ter Ronaldo ter tido o referido remate (6’), Coman (10’) criou perigo mas a bola saiu da área portuguesa para, dois minutos depois, Martial ter deixado pelo caminho os dois centrais portugueses, isolou-se e rematou para Patrício salvar a “honra do convento”.

Pouco depois (18’) Raphael Guerreiro foi batido em corrida, assim como Fontes, o que levou Coman a ganhar um canto e, de seguida, com Rabiot a cabear ao segundo poste, tendo falhado o golo por pouco.

Portugal ainda retorquiu e Bruno Fernandes conseguiu (20’) rematar à figura para (24’), de livre directo, Ronaldo rematar forte mas contra a barreira, respondendo os franceses com Martial a rematar a bola contra a rede lateral da baliza de Patrício.

Num livre directo (30’), os franceses criaram perigo, com Griezmann a colocar a bola em Hernandez, amortecendo para Rabiot também, cabecear e mandar à bola à barra.

Mantendo a superioridade, os franceses voltaram a criar perigo (42’) e Martial surgiu isolado frente a Patrício, depois de fugir a José Fonte, com o guardião luso a levantar o braço e desviar a bola da linha de golo, com a ajuda de Ruben Dias.

Até esta altura do jogo, Bernardo Silva quase não tocou na bola mas Portugal ainda teve oportunidade de empatar, depois da marcação de um pontapé de canto, com Bruno Fernandes a levantar a bola para Ronaldo, que cabeceou levando a bola a rasar a trave.

A segunda parte começou com um livre marcado por Ronaldo, que levou o guarda-redes a defender, e seguindo o jogo com Portugal a continuar a retrair-se na defesa.

Aproveitaram os franceses para voltar à carga e (53’) obter o golo que acabou por ser o único mas que valeram três pontos.

Ataque francês pelo lado direito, a defesa deixar avançar Rabiot, que rematou forte e que obrigou a Rui Patrício a uma excelente defesa mas que não segurou a bola e esta foi ter a Kanté para marcar sem pressa e fazer o 0-1.

Quatro minutos depois, os franceses podiam ter feito o segundo, depois de Pogba, a centro de Rabiot, se ter isolado na frente de Patrício e cabecear para o guardião nacional defender.

Neste período de maior “frenesin”, Portugal também oportunidade para igualar quando (60’) Raphael Guerreiro rematou forte para Lloris afastar a bola para o lado, onde surgiu José Fonte a cabecear mas directamente para o poste.

As entradas de João Moutinho e Trincão (saindo Bruno Fernandes e Bernardo Silva) levaram cinco minutos (75’) até que Moutinho, a passe de Ronaldo, com um remate forte e de longe, obrigou Lloris a uma excelente defesa, mas pouco mais fizeram do que isso.

Paulinho e Sérgio Oliveira substituíram João Félix e Danilo (85’) mas aqui já a equipa nacional estava em “deficit” psicológico, ainda que Cancelo (82’) tivesse feito um centro para junto da baliza de Lloris, onde nem Ronaldo (chegou com meio metro de atraso) conseguiu cabecear nem Ruben Dias, que entretanto se chegou quase ao poste para atabalhoou-se com um colega de equipa.

Nos quatro minutos de compensação Portugal não conseguiu chegar ao empate, com os franceses a segurar o 1-0 com “unhas e dentes”.

Posto isto, a uma jornada do fim desta fase de grupos, a França soma agora 13 pontos, Portugal está em segundo (10), seguindo-se a Croácia e a Suécia ambos com 3 pontos, sendo que os suecos também venceram (2-1), este sábado, os croatas.

Na última ronda (terça-feira), a França recebe a Suécia, enquanto Portugal se desloca à Croácia. Sendo um dos predicados de apuramento o resultado global alcançado entre duas equipas empatadas em pontos, os franceses terão vantagem em caso de eventual derrota com os suecos.

E assim Portugal disse adeus à Liga das Nações.

Portugal alinhou com Rui Patrício; João Cancelo, José Fonte, Rúben Dias e Raphael Guerreiro; Bruno Fernandes (João Moutinho, 71’), Danilo (Sérgio Oliveira, 84’) e William Carvalho (Diogo Jota, 56’); Bernardo Silva (Trincão, 71’), Cristiano Ronaldo e João Félix (Paulinho, 84’).

 

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