Segunda-feira 24 de Setembro de 0795

Portugal derrotou Catar num amigável disputado na Hungria

qTAR VS PORT _ 5SET

Diogo Pinto/FPF

Portugal venceu, este sábado, em Debrecen (Hungria), o Catar, por 3-1, num jogo de preparação que ficou marcado pela estreia de Otávio de Quinas ao peito.

A equipa catari até começou mais perigosa – um remate ao poste aos 9’, por Al Mouez – mas cedo se percebeu que o jogo seria de sentido único: o do ataque de Portugal. André Silva (23′) e Otávio (25′) marcaram na primeira parte e colocaram os comandados de Fernando Santos com uma vantagem confortável à entrada para a segunda parte.

Se bem que Portugal tenha dominado (em toda a linha), nem por isso a exibição condizia com essa superioridade, porquanto a linha defensiva do Catar estava muito acima e Portugal não conseguiu criar caminhos para a baliza tão rápidos quanto era preciso.

No entanto (43’) Barsham foi expulso pelo árbitro e o Catar ficou reduzido a dez unidades, o que, como se provou, criou maior dificuldades para a manobra de eventual recuperação no que se referia ao resultado.

No entanto e já na segunda parte, foi precisamente o Catar que reduziu para 1-2, depois de Hassan (61’), na sequência de um pontapé de canto, ter surgido muito rápido junto da defesa lusa, saltou mais alto que os que se encontravam mais perto (aliás, nenhum dos defesas portugueses fizeram menção de saltar) e cabeceou sem espinhas para dentro da baliza, sem que Lopes conseguisse chegar à bola.

A partir daqui e mesmo com apenas dez jogadores, o Qatar não perdeu o “cheiro” pela baliza portuguesa e, aproveitando um abaixamento de rendimento por parte de Portugal, continuou a tentar chegar ao empate.

Entretanto, registou-se a segunda expulsão no Catar e, reduzido a nove jogadores, a equipa oriental não mais deu acordo de si, tendo Portugal aproveitado para chegar ao 3-1, na marcação (88’) de uma grande penalidade por Bruno Fernandes, que fixou o resultado final.

Justo mas ainda assim com uma nota técnica mediana, pese embora tenha dado boa conta de si, face às alterações (saída de Pepe e Cristiano Ronaldo, substituídos por André Silva e Otavio), dupla que poderá manter-se na equipa no jogo contra o Azerbaijão, na terça-feira, em Baku, partida a contar para a fase de Qualificação para o Campeonato do Mundo, no Catar, a ser disputado em Dezembro de 2022.

O técnico português salientou a boa resposta dos seus jogadores dentro de campo, mesmo apesar do pouco tempo de descanso e de treino da equipa. ”Não é fácil jogar com este 4-4-2, a equipa esteve bem. Esteve bem a sair a jogar a três, os laterais a envolverem-se, dois do meio-campo a apoiarem os avançados, a equipa respondeu bem ao que eu esperava, mesmo sem tempo para treinar. Foi bom ver que a equipa esteve bem a esse nível. Era importante ver isso”, disse.

Fernando Santos, seleccionador nacional, referiu – ao site da Federação Portuguesa de Futebol – que “há algumas coisas para melhorar. Entrámos bem na organização defensiva, quando o Catar tinha a posse, estivemos bem. Na primeira parte muito bem, criámos situações, roubando a bola ao adversário. Mas tivemos alguns problemas nos primeiros 15 minutos, com uma circulação muito lenta, que permitiu que o Catar estivesse organizado e que nós não criássemos. Circulámos devagar e mal. Nos primeiros 15 minutos, três oportunidades para cada lado, porque perdemos a bola, e o Catar, com jogadores muito rápidos, criou dificuldades, perdemos a bola por alguma ansiedade. Depois assentámos, circulámos bem, metemos o passe certo, com outra velocidade e dinâmica. Podíamos ter feito mais golos na primeira parte. Entrámos bem na segunda parte, nos primeiros dez minutos. Empurrámos o adversário, expusemo-los muito. Com um jogador a mais, depois desligámos um pouco. Criámos situações na mesma, sim, mas eles conseguiram marcar. O adversário meteu pontapé na frente, fizeram um golo num canto. Foi um bocadinho ‘devagar’, a segunda parte”, afirmou.

Acrescentou ainda que “claro que me preocupa, ninguém não ficaria preocupado. Raramente sofriamos em bolas paradas defensivas, mas agora temos sofrido. Já alertei os jogadores para isso. É preciso marcar golos para ganhar, mas não podemos sofrer. Quando sofremos, as coisas complicam-se”.

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