Terça-feira 04 de Outubro de 2022

Gabriel Lopes conquistou medalha de bronze no Europeu de Natação Roma 2022

Natação-Europeu-17-08-2022

Federação Portuguesa Natação

O Europeu de Natação que esta quarta-feira se concluiu em Roma, ficou assinalado como a melhor selecção de Portugal a conseguir a melhor prestação de sempre com 9 presenças em finais, 9 presenças em semifinais e 10 recordes nacionais, salientando-se ainda as duas medalhas de bronze alcançadas.

Gabriel Lopes foi o segundo dos medalhados, esta quarta-feira, depois de uma grande prova de coragem do nadador português que se bateu pela vitória até aos derradeiros metros com o húngaro Huber Kos (1.57,72) e com o italiano Alberto Razzetti (1.57,82), primeiro e segundo, respetivamente.Lopes terminou com 1.58,34 minutos, a menos de um segundo do vencedor, registo que é a segunda marca nacional de sempre depois do recorde nacional de Alexis Santos (1.58,19).

O nadador do clube Louzan Natação tinha mostrado, na eliminatória e na meia-final, que estava em Roma para lutar pelas medalhas ao realizar os melhores tempos nessas fases de qualificação. O pupilo de Vítor Ferreira não se intimidou com os adversários Hubert Kos, recordista mundial de juniores (1.56,99) e o italiano Alberto Razzetti, campeão europeu dos 400 estilos, virando na frente da prova para o último troço de crawl. Aí chegado foi o tudo ou nada para o português que resistiu tanto quanto pôde aos ataques adversários para conquistar o bronze, o segundo para Portugal em Roma, depois do terceiro lugar de Diogo Ribeiro nos 50 mariposa.

Recorde-se que Alexandre Yokochi foi prata nos 200 bruços em Sófia-1985 e Alexis Santos bronze nos 200 estilos em Londres-2016.

Uma jornada gloriosa a encerrar o Europeu com mais duas finais: João Costa a terminar em 5º lugar na final de 100 costas com 54,01 segundos. E Ana Catarina Monteiro em 7º nos 200 mariposa, com 2.10,79 minutos.

No final da prova, Gabriel Lopes salientou que “estou muito feliz por este resultado. Uma medalha de bronze conquistada desta forma faz-me sonhar ainda mais alto. É fruto de muito trabalho individual e de muito esforço coletivo, com o meu treinador [Vítor Ferreira], a minha equipa [Louzan Natação] e a Federação. Parti para Roma a pensar que poderia realizar uma boa prova. Senti-me bem e arrisquei tudo desde a primeira eliminatória onde procuramos testar e planear a etapa seguinte e foi sempre a melhorar. Na final, apesar da alta qualidade dos adversários, pelos tempos realizados, acreditei que um lugar no pódio podia ser meu. Os últimos 50 metros é sempre a parte crucial. Quebrei um bocadinho, mas soube aguentar e controlar as emoções e nadar estável e com autocontrolo. Quando olhei para o placard foi o sonho realizado. Quanto ao futuro, penso que em Roma os resultados, no geral, foram muito bons o que abre uma boa perspetiva para Portugal quanto ao futuro. Quanto ao meu próprio futuro é difícil dizer: vamos sempre tentar o melhor possível”.

José Machado, director desportivo da Federação de Natação, fez o balanço ao afirmar que “foi um campeonato da Europa perfeito tendo em conta os objetivos anunciados quando partimos para Roma. Os objetivos foram largamente ultrapassados. As duas medalhas de bronze do Diogo Ribeiro e de Gabriel Lopes, passamos das 5 finais para nove finais e 10 recordes nacionais.” e acrescentou “Todos os 10 nadadores da seleção nacional conseguiram passar pelo menos uma fase das suas competições. As comitivas portuguesas do passado competiam de manhã e de tarde iam assistir às finais. Agora passamos a competir de manhã e a competir de tarde. ”

Sobre o que a FPN espera no futuro disse “Esperamos mais de 30 anos para voltar a conquistar a segunda medalha no europeu, mais quatro anos para conquistar a terceira medalha e só seis dias pela quarta medalha. No meu entender significa que podemos estar a viver um processo de evolução para outro patamar competitivo. Trouxemos um conjunto de nadadores com um bom nível. Mas em Portugal ficaram alguns muito importantes que tem qualidade para estar aqui, como é o caso do Miguel Nascimento, Alexis Santos ou José Lopes. A evolução não é o somatório de resultados, mas se todos fizerem um esforço tem condições para chegar aos bons resultados. Por isso acreditamos que estamos no bom caminho e o objetivo da final em Paris 2024 está mais perto”.

 

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