Sábado 14 de Fevereiro de 2026

José Cabeça concluiu com top-100 nos 10km Estilo Livre nos Jogos Olímpicos de Inverno

José Cabeça encerrou a sua participação nos Jogos Olímpicos de inverno Milão Cortina 2026, com o 99º lugar na prova de 10km Estilo Livre, disputada no Tesero Cross-Country Stadium, prova que foi condicionada por uma queda ainda na fase inicial, que dificultou a sua prestação.

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COP / Alex Slitz/Getty Images

O esquiador, que partiu com o dorsal 98, concluiu a distância em 27.00,8, a 6.24,6 do norueguês Johannes Klaebo (20.36,2), que chegou à terceira medalha de ouro nesta edição e a oitava na carreira. O francês Mathis Desloges ficou com a prata (20.41,1), a 4,9 segundos, e o norueguês Einar Hedegart (20:50.2) com o bronze, a 14 segundos. Terminaram 111 atletas, com dois a não cortarem a meta.

Para José Cabeça foi a conclusão da segunda participação olímpica, depois de Pequim 2022, onde foi 88.º classificado nos 15km Estilo Clássico. De recordar que o esquiador tinha sido 91.º na prova de Sprint Clássico em Milão Cortina 2026.

José Cabeça precisou de assistência médica após o final da prova, mas os resultados dos exames e do Raio-x não revelaram lesões graves. O atleta está estável e a recuperar.

“Infelizmente, quando tentamos ser bons, temos de arriscar e eu, se calhar, arrisquei um pouco demais. Na primeira curva mais rápida tive uma queda mais ou menos a 50 km/h e fui catapultado com o peito para a parte dura da pista, no interior da curva. Infelizmente caí e fiquei cerca de 20, 30 segundos a tentar voltar a conseguir respirar. Depois disso, tentei dar o máximo para conseguir recuperar” – referiu o atleta luso.

Tendo acrescentado que “fiquei muito aquém de todo o trabalho que fiz e muito aquém do nível que tenho apresentado nesta época. Eu dei o máximo que tinha, mas, infelizmente, quando não se consegue respirar, é um bocadinho complicado puxar, embora durante as partes planas tenha conseguido esquiar bem. Durante as subidas sofri bastante e não consegui estar ao mais alto nível”.

Confluindo que “agora é tentar recuperar, tentar ver o que se passa comigo e com o meu tórax. Depois disso é continuar a trabalhar, porque eu sei que um dia hei de estar no topo. Ainda não foi desta vez, mas eu vou lá chegar, não tenho dúvida nenhuma. Queria agradecer todo o apoio, todas as mensagens e vamos voltar mais fortes para realmente fazer um resultado de relevo para Portugal e pôr Portugal no mapa do Esqui de Fundo.”

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