Domingo 23 de Maio de 1040

Portugal adormecido perdeu ante uma Eslovénia que quis ganhar!

Com uma primeira parte em que nenhuma das equipas rematou para a baliza, terminando o encontro com um 4-2 desses mesmos remates para a baliza, por certo será fácil verificar que quem não remata não pode obter golos.

Ainda que tendo sido o possuidor da bola durante mais tempo (31/69% e 38/62%, respetivamente no primeiro e segundo período do encontro), a formação lusa limitou-se a ser também o maior “fabricador” de passes (462-203 na primeira parte e 743-404, na segunda), que também não “lucro”, da mesma forma que o reduzido número de remates produzido.

FPF-Portugal--Eslovenia-26-03-2024

FPF

Daí que se assistiu a um desafio (“fadinho”) algo enfadonho, com pouco por contar, considerando a ausência de dados elucidativos do contrário, isto é: velocidade de transmissão de bola, incursões no campo do adversário, os tais remates para a baliza que não apareceram e por aí fora…

Nem é preciso justificar que “não jogamos para ganhar”, mas apenas para tentar descobrir novas dinâmicas (estreou-se Francisco Conceição, que promete), porque depois de um ano de brilhantismo (11 jogos, 11 vitórias) não se esperava algo tão “sem cor nem alegria”, o que redundou numa derrota (2-0) no jogo de estreia ante a Eslovénia, não se sabendo qual a reação para a fase final do europeu de futebol no mês de junho próximo.

No segundo tempo percebeu-se logo que teria que haver alterações, mas os resultados não melhoraram, tanto mais que (52’) Sesko esteve à beira de inaugurar o marcador para os eslovenos, depois de surgir em boa posição para marcar com Diogo Costa apenas na sua frente, guardião luso que conseguiu voar para desviar a bola do golo que seria certo, depois do avançado aproveitar uma desconcentração do central António Silva.

Dalot (69’) surgiu só na grande área, pela direita, rematou forte, mas a bola foi para as nuvens, perdendo o que poderia ter sido um golo de belo efeito.

Num rápido contra-ataque, a Eslovénia adiantou-se (72’) no marcador, com um golo obtido por Cerin, que se infiltrou por detrás dos centrais lusos (lentos), tendo rematado quando Diogo Costa se preparava para tentar fechar o ângulo de remate, com a boa a entrar junto ao segundo poste.

João Félix esteve (75’) à beira de marcar, mas depois de cabecear a bola para o chão esta foi base na base do 2º poste e não entrou, não tendo havido ninguém para fazer a recarga.

Voltou a Eslovénia a tentar aumentar a vantagem (77’) mas Diogo Costa conseguiu defender o remate forte da autoria de Elsnik, numa altura em que poucos acreditavam que Portugal venceria o jogo e manteria a supremacia de 12 vitórias consecutivas.

Ao atingir-se o 80º minuto de jogo, o “golpe-final” no jogo, considerando que algo não correria melhor, quando Elsnik fez o 2-0, na sequência de uma arrancada pela esquerda até junto da linha da grande área, com os jogadores eslovenos a passar a bola pela frente de toda a linha defensiva (seis unidas) para chegar ao outro lado do campo onde Elsnik passou como que “incógnito” por entre a defesa e rematou para o ângulo superior do posto esquerdo da baliza de Diogo Costa, que não conseguiu desviar a bola.

Feito o 2-0, pouco mais haveria por fazer, como se provou, se bem que Ronaldo (85’) na marcação de um livre direto sobre a esquerda do ataque luso, rematou em modos “folha seca”, mas a bola foi desviada da baliza pelo guardião Oblak, numa estirada para aplaudir.

No último minuto do tempo regulamentar, o 3-0 podia ter surgido se o avançado esloveno não estivesse na posição e fora de jogo.

De acordo com as declarações veiculadas no site da FPF, o selecionador Roberto Martinez referiu que “a Eslovénia jogou muito bem, como esperávamos. O objetivo desta noite não era ganhar. Era tentar ganhar, mas a experimentar. Depois dos 90 minutos, estamos ainda mais preparados para o europeu”, tendo acrescentado “o que ajuda, pois dá informação. Precisamos de ter opções dentro da lista e o estágio foi positivo, com oportunidade de trabalhar jogadores de forma individual. Não gostamos de perder, mas o objetivo do jogo era apanhar informação, mais do que ganhar”.

Referiu ainda que “é importante ir ao Europeu com golos sofridos, pois durante um jogo é preciso ter uma personalidade para poder continuar a jogar ao mesmo nível. O resultado é positivo para a Eslovénia, mas nós temos mais informação para poder disputar o Europeu de uma forma melhor”.

 

Portugal vai realizar mais três jogos de preparação antes da fase final do Campeonato da Europa, todos no mês de junho e em casa, diante das seleções da Finlândia, Croácia e República da Irlanda.

Entretanto, a Geórgia conquistou, esta terça-feira, a 22ª vaga no Europeu de 2024, ao vencer em casa a Grécia por 4-2, no desempate por grandes penalidades, após 120 minutos sem golos. A formação de leste marca encontro com Portugal no Grupo F da fase final, que se realiza de 14 de junho a 14 de julho, na Alemanha.

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