Domingo 31 de Agosto de 2025

Sporting sem chama pagou caro o apagamento ante o FC Porto em Alvalade

03 (2)

Fernando Correia

Com uma entrada algo lenta, não conseguindo chegar à grande área portista, a formação leonina foi “arrastando” a situação até final da primeira parte, com a estatística a demonstrar que os leões não fizeram qualquer remate para a baliza de Diogo Costa, num total de seis feitos para outros vetores.

Ainda que com maior posse de bola (55/45%), a equipa de Rui Borges não conseguiu urdir uma estratégia para contrariar a barreira formada pela defesa portista, porquanto quando das arrancadas para o meio-campo dos dragões os passes feitos pelos jogadores do Sporting ou não chegavam ao destino ou eram cortadas pelos homens de Farioli.

A falta de acutilância atacante foi o fator principal que provou a inércia leonina, se bem que o FC Porto também não esteve muito melhor, a não ser na perda de tempo, em especial por parte do guardião Diogo Costa, sistematicamente a “queimar” tempo quando da reposição da bola em jogo, situação a que o árbitro do jogo não “passou cartão”.

A situação mais perigosa no primeiro tempo foi provocada (39’) por Pedro Gonçalves que, no seguimento de uma assistência de Catamo, atirou a bola para as nuvens.

No segundo período, a situação manteve-se até cerca da uma hora de jogo, quando o FC Porto fez as primeiras substituições, que acabaram por dar resultado, uma vez que, em três minutos, os portistas chegaram ao 2-0 sem apelo nem agravo, golos que decorreram de falta de concentração da defesa sportinguista.

De Jong surgiu (61’) junto ao segundo poste da baliza de Rui Silva, para rececionar a bola provinda de um ataque portista pelo lado direito e reenviá-la para dentro da baliza de um guardião surpreendido, porquanto nenhum defesa conseguiu parar a bola até lá.

Três minutos depois (64’) foi a vez de William Gomes fazer o 2-0, que avançou pela direita, foi à frente, voltou para trás e alinhou-se com a baliza, para rematar em arco, a meia altura e fez passar a bola até junto do segundo poste, beijando a rede lateral interna.

Depois destes dois golos, o Sporting sentiu o “toque” e passou a encontrar mais dificuldades, ainda que tivesse reduzido para 1-2, aproveitando um autogolo de Pérez (74’), o que deu algum ânimo para o último quarto de hora.

Mas, como demonstrado na primeira parte, a estatística esteve contra os leões: de 0 remates passou para 3 (contra 7 do FC Porto, no caso para a baliza), enquanto aumentou a posse de bola (59/41%), que resultou num total de 20-14 remates, mas sem resultados práticos.

É provável que alguns “sinos” tenham tocado no espírito dos sportinguistas, ainda que falte muito campeonato, se bem que seja necessário trabalhar o que não funcionou neste encontro.

Jogo onde a violência voltou a acontecer nas bancadas, o que não é um bom pronúncio para o que virá por aí.

A falta de espírito desportivo, fair play, ética e integridade volta a estar na mó de cima ante os “consumidores” de violência gratuita, com as autoridades policiais, apesar de se ter melhorado esta situação, a não conseguir os antídotos específicos para penalizar este tipo de comportamentos.

Nos outros jogos deste sábado, o Nacional foi ganhar (2-0) ao Casa Pia (em Rio Maior), enquanto o Famalicão também venceu fora o AVS SAD (1-0), com o Guimarães e o Arouca a empatarem (1-1) na cidade do Conquistador de Portugal.

Neste domingo, jogam: Tondela-Estoril (15h30), Alverca-Benfica (18h), Rio Ave-Sporting Braga e Santa Clara-Estrela Amadora (20h30).

O próximo fim-de-semana está reservado para o início do apuramento para o Mundial’2026, não havendo jogos da Liga Betclic.

 

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