Após 12 anos, Canadá reconquistou o ouro no curling masculino dos Jogos Olímpicos de Inverno
Maior potência do curling em Jogos Olímpicos de Inverno, o Canadá conquistou a quarta medalha de ouro no masculino, a primeira desde Sochi 2014; Grã-Bretanha ficou com a prata.
O Canadá é a seleção mais condecorada do curling em Jogos Olímpicos de Inverno. São 14 medalhas, somando todos os eventos, sete delas de ouro. E o time masculino, o mais vitorioso, volta ao topo do pódio após 12 anos, desde Sochi 2014. Neste sábado, 21 de fevereiro, o Canadá derrotou a Grã-Bretanha por 9 a 6 e garantiu o quarto ouro masculino na modalidade. Em Milano Cortina 2026, as canadenses também levaram o bronze feminino.
A decisão de Milano Cortina 2026 colocou frente a frente dois skips vitoriosos: Brad Jacobs, campeão com o Canadá em Sochi 2014, e Bruce Mouat, prata em Beijing 2022 com a Grã-Bretanha e duas vezes campeão mundial no ciclo, nestes títulos representando a Escócia. Marc Kennedy, Ben Hebert e Brett Gallant completaram a seleção canadense – os dois primeiros, presentes no ouro em Vancouver 2010.
Diante do alto nível das equipes, a final acabou disputada ponto a ponto. Com o martelo no primeiro end, o Canadá saiu em vantagem, mas o placar teve quatro viradas e nenhum time abriu uma diferença superior a um ponto até o oitavo end. O nono end, então, se tornou o decisivo. Brad Jacobs garantiu três pontos aos canadenses, com a virada definitiva e a vantagem de dois pontos, ampliada com mais um tento para os 9 a 6 finais no décimo end.
A atuação de Brad Jacobs foi essencial para a vitória. O skip do Canadá teve 72% de sucesso nos draws e 92% nos takeouts, contra 65% e 85% de Bruce Mouat nos mesmos tipos de lançamentos. Marc Kennedy foi outro destaque, com 94% dos draws e 92% dos takeouts.
O Canadá fez a segunda melhor campanha da fase inicial e inclusive bateu os britânicos, antes da vitória sobre a Noruega na semifinal. Já a Grã-Bretanha, berço do curling e origem até das pedras usadas na modalidade, vinha numa campanha crescente, em que avançou na quarta colocação da primeira fase, mas eliminou a invicta Suíça na semifinal.
Esta é a sétima medalha do Canadá no curling masculino em Jogos Olímpicos de Inverno, a quarta de ouro. Os canadenses não subiram ao pódio apenas uma vez desde que a modalidade voltou ao programa Olímpico, em Nagano 1998. O Canadá foi tricampeão em Turim 2006, Vancouver 2010 e Sochi 2014, além de possuir duas pratas e um bronze – este, em Beijing 2002. A seleção ainda tem dois ouros femininos e um nas duplas mistas.
A Grã-Bretanha chega a quatro medalhas no curling masculino em Jogos Olímpicos de Inverno. O único ouro foi na edição inaugural da modalidade, Chamonix 1924, antes de um hiato de 74 anos sem o desporto no programa Olímpico. Também somam três pratas, incluindo em Sochi 2014 (derrotados pelo Canadá na final) e em Beijing 2022. Já o bronze de Milano Cortina 2026 é da Suíça, que derrotou a Noruega por 9 a 1 nesta sexta-feira.
A última partida do curling em Milano Cortina 2026 será a decisão da competição feminina, com a final entre Suécia e Suíça. O duelo acontece neste domingo, concluindo-se os Jogos com a cerimónia de encerramento, a partir das 19 horas.
Alemã Laura Nolte consagrou-se com o ouro
Launa Nolte mostrou mais uma vez porque é a melhor no Bobsled 2-woman. Tetracampeã da Copa do Mundo e atual campeã Olímpica e mundial, ela conquistou a segunda medalha de ouro na disciplina neste sábado, nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026.
Com a brakewoman Deborah Levi, igualmente bicampeã Olímpica, a dupla alcançou a primeira posição com o tempo combinado de 3.48,46 nas quatro descidas. Lisa Buckwitz e Neele Schuten, também da Alemanha, ficaram com a prata, 53 centésimos atrás. As norte-americanas Kaillie Humphries e Jasmine Jones ganharam o bronze.
Campeã Olímpica no monobob nesta edição, a norte-americana Elana Meyers Taylor fez uma prova de recuperação após primeiro dia ruim e subiu cinco posições, terminando na sétima colocação com 3.50,49s. Ela competiu ao lado de Jadin O’Brien.
Campeã dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude Lillehammer 2016, Laura Nolte é uma das atletas mais vitoriosas do esporte nos últimos anos. Possui três medalhas de ouro em Mundiais (duas no monobob e uma nas duplas), o tetracampeonato da Copa do Mundo 2-woman entre 2023 e 2026 e o ouro Olímpico em Beijing 2022, além da prata no monobob neste ano.
A vitória em Milano Cortina 2026 também reforça o domínio da Alemanha na disciplina. Desde que o bobsled 2-woman entrou no programa Olímpico de Inverno em Salt Lake City 2002, o país conquistou quatro títulos em sete edições. Apenas Kaillie Humphries duas vezes (Vancouver 2010 e Sochi 2014, quando ainda competia pelo Canadá), e a norte-americana Jill Bakken em 2002 quebraram essa hegemonia.
Um dos desportos responsáveis por fechar os Jogos Olímpicos de Inverno nas últimas edições, o bobsled manteve esta tradição. A modalidade realizará sua última disputa em Cortina neste domingo, 22 de fevereiro, com a definição do 4-man. As descidas começarão às 6h no fuso horário de Brasília.
