Segunda-feira 02 de Março de 2026

Benfica e Sporting dividiram os títulos nacionais de sub-23 em pista curta

A fechar a época de pista curta em Portugal – segue-se o mundial absoluto marcado para de 20 a 22 deste mês, na Polónia – o Fórum Braga foi palco do campeonato de Portugal e do nacional de sub23 anos, em que Benfica (masculino) e Sporting (feminino) triunfaram.

Atl-PistaCurta-F-01-03-2026

FPA/CVPhotos

Gustavo Pereira, Mariana Moreira, Natacha Candé e a estafeta feminina do Sporting deixaram as suas marcas com novas fasquias a bater.

No total, foram seis os atletas Sub-23 que se sagraram campeões de Portugal e campeões nacionais Sub-23 no segundo dia de provas.

No setor masculino, os jovens atletas com dupla conquista foram Sisínio Ambriz (Benfica), nos 60 metros barreiras, com 7,89s; Eduardo Carrolo, do GD Estreito, que saltou 2,06m em altura e Bernardo Cunha (Benfica), que somou 5319 pontos ao longo das provas do heptatlo.

As “bicampeãs” foram: Melissa Santos (Sporting), nos 60 metros barreiras, com 8,25s; Mariana Moreira (UD Várzea), que venceu os 800 metros e estabeleceu um novo recorde nacional Sub-20 e recorde dos Campeonatos Sub-23 (2.06,42); e Natacha Candé (Juventude Ilha Verde), que também fixou novos recordes nacionais Sub-20 e Sub-23, além do recorde dos Campeonatos Sub-23, no pentatlo, com 4372 pontos.

No setor masculino, o Benfica venceu os Campeonatos Nacionais Sub-23 pela sétima vez, somando 147 pontos. Os títulos individuais de campeão de Portugal, neste segundo dia, foram distribuídos por cinco clubes: Sporting, Benfica, Sporting de Braga, Juventude Vidigalense e GD Estreito.

No lançamento do peso, Tomás Rodrigues (Juventude Vidigalense), sagrou-se campeão de Portugal pela primeira vez, com 15,92 m. Nos 200 metros, o título nacional foi obtido por Paulo Pereira, com 21,67s.

Além dos 60 metros barreiras e do heptatlo, os encarnados também triunfaram na estafeta 4x400m. O quarteto, composto por Tiago Pereira, Denis Hrabar, André Franco e Pedro Afonso, completou a corrida em 3.17,81.

À semelhança do eterno rival, o Sporting também viu três atletas sagrarem-se campeões de Portugal: Rinelmo Sami, no triplo salto (15,21m); David Garcia, nos 800 metros (1.48,88); e Rúben Amaral, nos 3000 metros (8.07,36).

Atl-PistaCurta-01-03-2026

FPA/CVPhotos

Destaque ainda para o recorde nacional de surdos, alcançado por Gustavo Pereira, atual campeão do mundo sub-18 de salto em altura. O jovem atleta saltou 1,89 m, marca que lhe garante acesso ao Projeto Surdolímpico, tendo em vista os Jogos de 2029, que se realizarão na Grécia.

A competição feminina em Sub-23 terminou com o Sporting a sagrar-se campeão nacional, com 156 pontos. Nos Campeonatos de Portugal, as leoas conquistaram duas provas: os 60 metros barreiras, por intermédio de Melissa Sereno, e a estafeta 4×400 metros, com Margarida Oliveira, Inês Alves, Diana Indeque e Clara Martinha (3:47,11), estabelecendo um novo recorde nacional Sub-23 e recorde dos Campeonatos Sub-23.

As restantes seis provas foram vencidas por atletas de seis clubes diferentes. Além das já mencionadas Natacha Candé (Juventude Ilha Verde) e Mariana Moreira (União Desportiva da Várzea), também Catarina Lourenço (Fundação Salesianos) triunfou nos 200 metros, com 24,52s. No salto com vara, Cátia Pereira (Atlético da Póvoa), superou os 3,76m para conquistar o ouro. Nos 3000 metros, Mariana Machado, estrela do Sporting de Braga, venceu com o tempo de 9.11,31.

Lucinda Gomes sagrou-se campeã de Portugal pela segunda vez, oito anos depois do primeiro título. Agora como atleta do Grupo Desportivo do Estreito, alcançou 12,83 m.

Entre vários momentos de fair play e desportivismo no Fórum Braga, houve dois episódios que se destacaram, em particular nas provas masculinas.

Primeiro, durante a prova de lançamento do peso, o atleta João Ferreira, do Maia Atlético Clube, pediu a revisão da medição da sua marca, por ter reparado que os juízes a tinham efetuado de forma incorreta. Após a verificação, confirmou-se o erro, o que resultou na redução da distância do seu lançamento.

Rinelmo Sami, atleta do triplo salto do Sporting Clube de Portugal, solicitou, depois da prova começar, que a tábua de chamada ficasse sempre colocada nos 11 metros, uma vez que era o único atleta em competição a ter solicitado a tábua dos 13 metros. A decisão teve como objetivo tornar a prova mais fluida e acessível para todos, evitando a necessidade de alterar constantemente a tábua antes da sua tentativa.

© 2026 Jogada do Mês. Todos os direitos reservados. XHTML / CSS Valid.