Domingo 29 de Março de 2026

Vasco Vilaça e João Nuno Batista com ouro e prata na Taça da Europa em Quarteira

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FTriatloPortugal

Vasco Vilaça e João Nuno Batista fizeram história este sábado na Taça da Europa, realizada ba cidade algarvia de Quarteira, garantindo a medalha de ouro e de prata, respetivamente, um feito nunca alcançado de dois portugueses terem subido aos dois lugares mais altos do pódio.

Dificilmente se esquecerá a chegada de Vasco Vilaça à meta: um verdadeiro desfile de celebração com o público, a quem o atleta pedia mais e mais aplausos, para receber o seu colega João Nuno Batista, e a que juntou um grande abraço à sua chegada. Os dois atletas terminaram com 20 segundos entre si. O 3º classificado foi o húngaro Márk Dévay.

No primeiro segmento (1.500 metros de natação), Vasco Vilaça, João Nuno Batista e Miguel Tiago Silva, oitavo classificado no final, destacaram-se, integrando o grupo da frente no início do segmento de ciclismo. À saída para o segmento de atletismo, Miguel Tiago Silva, que seguia na liderança provisória, sofreu cãibras e ficou ligeiramente para trás.

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No calçadão de Quarteira, Vilaça e Batista imprimiram um ritmo forte e isolaram-se cedo do húngaro Márk Devay, com o primeiro a atacar para o triunfo na segunda de quatro voltas a um circuito de 2,5 quilómetros.

“Vim aqui com o plano de desfrutar, mas também dar uma força extra a esta prova tão importante”, destacou. “Fico muito feliz por a tática ter funcionado exatamente como tínhamos pensado. Temos uma geração muito forte e estou muito feliz por estarmos a crescer juntos”, considerou Vilaça, de 26 anos.

João Nuno Batista, que como júnior tinha alcançado dois pódios em Quarteira, melhorou o nono lugar de 2024 entre os Elites. “Este público foi incrível e deu-me arrepios, ajudaram bastante ao meu resultado. Acho que a minha prova foi muito bem conseguida. Eu tinha como objetivo o top-3, quem sabe ganhar, e tentei fazer tudo para ir com o Vasco, mas não consegui”, disse o triatleta de 20 anos.

A próxima prova de Vilaça e Batista será a primeira etapa do Mundial de Triatlo em Samakand, no Uzbequistão, no dia 25 de abril.

Os atletas portugueses, alcançaram as seguintes posições: Vasco Vilaça (1º), João Nuno Batista (2º), Miguel Tiago Silva (8º), Gustavo do Canto (38º), Afonso Ferreira (41º), José Ferreira (44º), David Abreu (47º), Tomás Figueiredo (49º), João Vaz (56º), Rodrigo Pissarra (58º), Diogo Tomé (62º), João Canadas (64º). João Mansos não concluiu a prova.

Maria Tomé conquistou medalha de prata

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Na competição feminina, Maria Tomé conquistou a medalha de prata, depois de uma prova em que disputou a liderança com a belga Jolien Vermeylen até aos dois últimos quilómetros da competição.

“Estou bastante contente com o resultado. Acho que saiu tudo dentro daquilo que eu queria, portanto não posso pedir melhor. Claro que gostava de ouvir hoje ‘A Portuguesa’ em minha honra, mas não consegui alcançar o ouro, apesar de ainda ter sonhado”, disse a triatleta no final.

Sempre muito acarinhada pelo público presente, a portuguesa terminou com 1.57.16, a 19 segundos da belga, subindo um lugar no pódio em relação à edição de 2025, em que foi bronze. A 3ª classificada foi a francesa Ilona Hadhoum.

Com temperatura amena, céu sem nuvens e pouco vento, a belga Jolien Vermeylen, com o dorsal número 1, dominou o segmento de natação, marcando o ritmo de um grupo de cerca de uma dezena atletas, ao qual Maria Tomé se colou ainda no decorrer da primeira volta.

A portuguesa saiu da água em 7º lugar, a 12 segundos da belga, mantendo-se sempre no grupo da frente no segmento de ciclismo e iniciando a corrida na 2ª posição, que nunca mais deixou até à meta, terminando com um sorriso rasgado na cara e as mãos ao alto em forma de coração, visivelmente emocionada.

A próxima prova de Maria Tomé será também na etapa do Mundial de triatlo de Samakand, no Uzbequistão, para tentar “abrir da melhor forma” o arranque da qualificação olímpica para Los Angeles2028.

Mariana Vargem, no quinto lugar, a 2.07 minutos de Vermeylen, foi a segunda melhor portuguesa, depois de ter arrancado o setor de atletismo a mais de um minuto das primeiras, conseguindo ultrapassar sete dessas triatletas na fase final, tendo ainda concluído a prova mais portuguesas:

Madalena Almeida (18ª), Matilde Santos (27ª) e Cassilda Carvalho (30ª), não tendo chegado ao fim Inês Rico.

 

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