Domingo 23 de Fevereiro de 2020

À procura do amarelo 77

logo-volta-a-portugal_newA menos de quarenta e oito horas do início (quarta-feira) de mais uma Volta a Portugal Liberty Seguros, afinam-se os últimos pormenores para ver quem vai vestir a 77ª camisola amarela no final da última etapa, depois da chegada na Avenida da Liberdade, em Lisboa, no dia 9 de Agosto.

Até lá, haverá que percorrer mil quinhentos e cinquenta quilómetros e mais setecentos metros, divididos por dez etapas em onze dias de competição, quase sempre com dificuldades mais ou menos acrescidas, tarefa que vai competir a um pelotão multicultural que partirá à procura do tal sonho amarelo.

Em Viseu – onde se darão as primeiras pedaladas de uma forma inédita e que se destina a “apimentar” a sede dos espectadores pelo espectáculo citadino – apresentar-se-á um pelotão com cerca de 140 corredores de 16 equipas, entre nacionais e estrangeiras.

Aos conjuntos profissionais portugueses – W52-Quinta da Lixa, Rádio Popular-Boavista, Efapel, LA Alumínios-Antarte, Team Tavira e Louletano-Ray Just Energy – juntam-se formações provenientes de mais oito países: Caja Rural-Seguros RGA (Espanha), Team Idea 2010 ASD (Itália), Verandas Willems Cycling Team (Bélgica), Cyclingteam Join’s-De Rijke e Parkhotel Valkenburg Continental Team (Holanda), Team Kuota-Lotto e Team Stuttgart (Alemanha), Lokosphinx (Rússia), ISD Continental Team (Ucrânia) e Team Ecuador (Equador).

A lista final – equipas e ciclistas – será conhecida após a reunião de Directores Desportivos que acontece esta terça-feira, véspera do início da prova, a principal competição nacional que se efectua no país no que se refere à modalidade, que teve início em 1927.

Também esta terça-feira, a partir das 14h30, a RTP1 transmitirá, em directo, a cerimónia da apresentação das equipas inscritas a partir do Largo do Rossio, onde se localiza a Câmara Municipal de Viseu.

No entanto, segundo notícia veiculada pelo Jornal “A Bola” desta segunda-feira, existem seis ciclistas inscritos na prova e sobre os quais recaem suspeitas de alterações no passaporte biológico (a nível do doping), o que não é uma nota positiva e vai levantar grandes dúvidas desde o primeiro momento da competição.

Para já, será só isso – enquanto se percorrem os procedimentos analíticos, administrativos e legais – dado que a legislação portuguesa ainda não está adaptada à da Agência Mundial Antidopagem (AMA-WADA, nas siglas francesa e inglesa), se bem que o factor psicológico vai provocar desestabilização pela desconfiança de uns em relação aos outros. A ver vamos.

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