Num final de noite (ontem, em Portugal) de alguma forma “quente”, a Bélgica teve de chegar ao prolongamento para se desenvencilhar de um Senegal que esteve sempre na frente do marcador, ao ponto de estar a vencer (2-0) e sofrer dois golos de rajada nos últimos minutos dos 90+3’ “regulamentares”, por força da “hidratação”.
No primeiro tempo, os senegaleses tomaram conta do jogo (7-5 em remates, dos quais 3-2 para a baliza, numa posse de bola de 54/46%), tendo demonstrado maior vontade de marcar e fazendo alarde de uma condição física mais forte, o que originou o primeiro golo (24’) por intermédio de Diarra.
Na segunda parte, a forma de estar das equipas não se modificou por aí além, considerando que o Senegal continuou a suportar uma eventual tentativa de recuperação dos belgas, situação que só se começou a desenhar nos dez minutos finais, quando os senegaleses se “distraíram” e permitiram que sofressem o primeiro golo do adversário, quando Lukaku (86’) reduziu para 1-2.
Como que por qualquer miragem, a Bélgica forçou o empate, quiçá aproveitando o cansaço pelo esforço despendido, que chegou três minutos depois (89’) por intermédio de Tielemans.
A verdade é que o tempo regulamentar acabou e foi preciso recorrer ao prolongamento, cuja primeira parte manteve o resultado empatado e, na segunda, acabou por ser uma grande penalidade (que deixou grandes dúvidas mesmo após as imagens do VAR) a decidir o jogo.
Depois de largo período para análise, o árbitro concluiu por decidir por assinalar a falta, que Tielemans (120+5’) aproveitou para bisar, fazendo o 3-2 que garantiu a presença nos oitavos de final.
Na outra parte da grelha de jogos, definida inicialmente, a Inglaterra derrotou (2-1) a República Democrática do Congo, tendo os congoleses aberto o marcador (7’) por Cipenga, golo que ficou a marcar a primeira parte.
No segundo tempo, Kane começou por igualar (75’) e colocar os britânicos na frente (86’), num encontro em que dominaram. Com 16-7 remates, dos quais 8-2 para a baliza, numa posse de bola de 54/46%.
A terceira equipa a chegar aos oitavos de final foi o México que, jogando no seu próprio país, despachou o Equador (2-0), com golos obtidos por Quiñones (22’) e Jimenez (31’), numa partida dividida em teros estatísticos, com os mexicanos a rematarem mais (15-8), dos quais 3-1 para a baliza, mas com uma posse de bola de 43/57%, suficiente para alcançar o objetivo.
Para já, o México defrontará a Inglaterra e a Bélgica terá de se debater com os Estados Unidos América que venceram esta madrugada a Bósnia, por 2-0, com golos de Balogun (45′) e Malik Tillman (82′).
Espanha defronta a Áustria (20h), enquanto Portugal e Croácia jogam pela meia-noite desta quinta-feira, abrindo a sessão noturna, que engloba ainda os jogos Suíça-Argélia (4h00), Austrália-Egipto (19h) e Argentina-Cabo Verde, numa noite de sexta-feira de encher de orgulho o falar português.



