Quarta-feira 12 de Agosto de 2026

Depois do descanso a volta vai chegar a Peso da Régua

Após o dia de descanso – muito ativo – de ontem, a 87ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa vai ligar, nesta quarta-feira, Santa Maria da Feira a Peso da Régua, numa distância de 132,6 km, para retomar o “frenesim” que a camisola amarela provoca. E não só!

Ciclismo-VoltaPortugal-Amarela-11-08-2026 (1)No único dia de descanso (ontem), foi tempo de recuperar forças, mas também de fazer contas aos primeiros seis dias de competição e olhar para os números de uma prova que ainda tem muito para decidir.Dos 1.430,1 quilómetros previstos para a edição de 2026, estão cumpridos 698,2 quilómetros. Significa que faltam ainda percorrer 731,9 quilómetros, mais de metade da distância total da prova.

E se os quilómetros que faltam já deixam antever uma segunda metade exigente, a montanha ajuda a perceber melhor a dimensão do desafio: dos cerca de 24 mil metros de desnível positivo acumulado previstos para toda a Volta, permanecem por superar 13.580 metros.

Também do ponto de vista competitivo, os números confirmam uma Volta ainda em aberto.

Depois de seis dias de competição, apenas 3m03s separam o líder do décimo classificado, numa geral que reúne, entre os dez primeiros, cinco corredores portugueses e seis equipas diferentes.

A Camisola Amarela Jogos Santa Casa pertence a Alexis Guérin, que soma um tempo total de 16h39m31s. O vencedor das duas últimas edições, Artem Nych, também da Anicolor/Campicarn, ocupa a segunda posição, a 1m12s do companheiro de equipa. Logo atrás surge o melhor português, Tiago Antunes, da Efapel Cycling, terceiro classificado a 1m52s do líder.

Além da luta pela Camisola Amarela Jogos Santa Casa, a Volta chega ao dia de descanso com Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH) na liderança da Classificação por Pontos, Oscar Rota (Feira dos Sofás-Boavista) no topo da Montanha e Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG) como melhor jovem em prova. Os três corredores são os atuais detentores das camisolas Laranja Galp, Azul Continente e Branca Paredes Rota dos Móveis, respetivamente.

Com diferenças ainda reduzidas e algumas das jornadas potencialmente mais decisivas por disputar, a segunda metade da Volta promete uma luta intensa pela vitória. Faltam ainda duas chegadas em alto, nas Termas do Gerês e na Senhora da Graça, oportunidades importantes para os candidatos à Camisola Amarela procurarem fazer diferenças antes da consagração final no Porto.

Dos 119 corredores que partiram, 113 permanecem em prova representando as 17 equipas que alinharam à partida.

Mas os números da Volta vão muito além da componente competitiva. Colocar diariamente uma prova desta dimensão na estrada implica uma vasta operação que atravessa o país ao longo de 11 dias.

A logística das zonas de partida mobiliza 49 elementos, enquanto as chegadas contam com 105 profissionais. A organização integra 141 elementos, incluindo 10 comissários, aos quais se junta a operação de transmissão televisiva da RTP, que envolve mais de uma centena de profissionais.

Na estrada, o Destacamento Eventual da GNR é constituído por 28 militares, contando ainda a prova, ao longo do território, com o apoio de mais de 1.000 efetivos necessários à segurança e ao condicionamento da circulação.

A dimensão territorial é igualmente expressiva. A Volta envolve 74 municípios e 310 freguesias, atravessando 15 dos 18 distritos de Portugal Continental, num autêntico “ciclismo à porta de casa”!

A acompanhar e contar diariamente tudo o que acontece dentro e fora da corrida estão ainda mais de 100 profissionais da comunicação social acreditados.

Ciclismo-VoltaPortugal-Homenagem-11-08-2026 (1)O dia de descanso ficou igualmente marcado pela realização da Grandíssima, a prova aberta para ciclistas amadores integrada no programa da Volta a Portugal.

Com partida e chegada no Europarque, em Santa Maria da Feira, foram cerca de mil os participantes que tiveram a oportunidade de percorrer parte das estradas que esta quarta-feira receberão o pelotão profissional na sexta etapa da corrida, numa manhã de muita festa.

Presentes no evento estiveram desde logo figuras ilustres como o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, o Diretor da Volta, Ezequiel Mosquera, e o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, assim como Manuel Zeferino, organizador deste granfondo.

 

Joaquim Andrade foi o convidado de honra: vencedor da Volta a Portugal em 1969, o antigo ciclista português marcou presença e foi o dorsal número um da corrida, aos 81 anos.

“É a primeira vez que participo no Granfondo da Volta a Portugal e aconselho toda a gente a praticar desporto e andar de bicicleta. (…) Estou muito contente com esta Volta a Portugal e com a organização da corrida”, referiu Joaquim Andrade.

E como “vamos à volta”, o trabalho na bicicleta regressa hoje.

 

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