Com este desfecho, e apesar de Portugal ter ainda encontro marcado com a Macedónia do Norte na jornada decisiva, a continuidade no europeu deixou de depender exclusivamente das suas forças.
Para além de ter de vencer a partida desta tarde (14h00/RTP2/RTP Play), a equipa nacional, orientada por João José, terá de aguardar pelo desfecho do embate entre macedónios e israelitas, na quarta-feira, para saber se assegura a transição para a fase seguinte.
Ao vencer por 3-0 (25-18, 25-18 e 25-19) a Seleção Nacional, a Ucrânia, orientada pelo experiente técnico argentino Raúl Lozano, confirmou o excelente momento de forma e o estatuto de candidata aos lugares cimeiros do Campeonato da Europa de Seniores Masculinos e que o triunfo sobre a Bulgária, na jornada anterior, não tinha sido fruto do acaso, deixando a equipa lusa em posição delicada quanto às aspirações de apuramento para os oitavos de final.
Igual no número de blocos (5), mas inferior no capítulo ofensivo: 2 blocos contra 8 dos ucranianos e com 32 pontos no ataque (45% de eficácia) contra 44 (59%) do seu opositor, a equipa das quinas acabou por não conseguir discutir o jogo, pese embora os números intermédios no primeiro (14-16) e terceiro set (13-16).
Os ucranianos Oleh Plotnytskyi e Dmytro Yanchuk foram os melhores pontuadores do jogo, respetivamente com 19 e 15 pontos, enquanto Manuel Figueiredo e Lourenço Martins, ambos com 8 pontos, foram os portugueses mais concretizadores.
No final da partida, o capitão Alexandre Ferreira não escondeu o desgaste acumulado, admitindo o peso dos desaires sucessivos na caminhada europeia.
“É pesado por ser outra derrota e, portanto, já começa a ser um acumular de derrotas. Ou seja, é sempre difícil de gerir“, confessou o atleta português.
Ainda assim, o capitão procurou destacar a capacidade de reação do grupo face ao exigente duelo da véspera, sublinhando que a equipa deu “uma boa resposta relativamente ao jogo de ontem“, onde tinham dado “tudo num jogo a 3-2“.
Alexandre Ferreira relembrou a escassez de opções e a carga horária a que os habituais titulares têm estado sujeitos, apontando que o cansaço e as derrotas começam a ser “pesados na nossa cabeça“.
O Selecionador Nacional, João José, corroborou a análise do seu capitão, reconhecendo que a Seleção demonstrou claros sinais de menor frescura física.
“Hoje, a equipa já estava um pouco mais carregada, o que é normal“, observou o técnico, apontando a falta de discernimento em momentos-chave como consequência direta da sobrecarga do calendário. O treinador alertou para as exigências do próximo confronto, recordando que “será o quinto jogo em apenas seis dias”.
Mesmo com a qualificação dependente de terceiros, o grupo mantém a determinação em fechar a fase de grupos com uma nota positiva. Alexandre Ferreira assumiu que, “para além da réstia de esperança no apuramento imediato, a equipa tem de perspetivar o impacto dos pontos no ranking internacional com vista às futuras qualificações continentais e mundiais”.



