Num golpe de asa adocicado e um golo em cima do último minuto do jogo, Portugal acabou por merecer a medalha de bronze, depois de ter ficado “mal visto” na meia-final, como que movendo-se em “águas moles” que resultou numa “prisão” psicológica que originou a derrota copiosa ante a França.
No que sempre foi o adversário mais complicado (quase a par da Argentina), Portugal teve sempre grandes problemas para ”gerir” a vantagem espanhola, o que, desta vez, acabou por ser de menor “peso”, face ao 5-3 percorrido para chegar à medalha de bronze neste mundial de hóquei em patins em Assunção “Paraguai”.
Começando a perder (golo de Marc Grau), Portugal recuperou depressa, passando ao 1-2 (golos de Gonçalo Alves e Rafael Bessa), para Marc Grau voltar a marcar e empatar a partida, com o 2-2 a chegar até ao intervalo.
Na reentrada, o “azar” bateu à porta de Xano Edo, o guardião luso, que fez um autogolo, tendo Hélder Nunes igualado (3-3), golo que foi o sinal da “revolta” da formação portuguesa que aproveitou os últimos minutos para fazer a “fuga” para a frente e chegar ao 5-3, com golos de Rafael Bessa e Gonçalo Alves.
Foi pena o que se verificou no França-Portugal – e que fique na memória como um “case study” – mas Portugal conseguiu a garra, que nessa altura faltou, para reverter um sem medalha para um bronze que também brilha e faz história.
De salientar ainda que a seleção de Angola obteve o melhor resultado de sempre, ao classificar-se no 5º lugar, depois de vencer (3-3 no jogo e 2-1 nas grandes penalidades) o Chile.

