A judoca portuguesa, segunda cabeça-de-série, cedeu apenas na final perante a cazaque Fatima Supygaliyeva, número um do ranking mundial e campeã do Mundo de cadetes em título. Sofia ainda esteve em vantagem, com um yuko, mas um ippon sofrido no minuto final do combate terminou com o objetivo de chegar ao lugar mais alto do pódio.
No caminho no Dakar Expo Center, a portuguesa beneficiou de isenção na primeira ronda da competição, antes de defrontar a belga Viktoria Grigoryan, nos quartos-de-final. Depois de ter visto dois castigos, Sofia Gaspar levou o combate ao golden score, onde conseguiu marcar um yuko para seguir em frente. Na meia-final, a judoca derrotou a moldava Alexandra Chiron com um ippon quando estavam disputados apenas 1 minutos e quatro segundos, para garantir a discussão do ouro.
Esta é a primeira medalha da Equipa Portugal na 4ª edição dos Jogos Olímpicos da Juventude e a segunda de sempre para o Judo. O histórico nacional sobe para 13 medalhas, 5 de ouro, 6 de prata e 2 de bronze.
Carolina Taveira foi 6ª na Natação
Carolina Taveira foi 6ª classificada na final dos 200 metros costas dos Jogos Olímpico da Juventude Dakar 2026.
Na primeira final da Equipa Portugal, a nadadora portuguesa terminou a prova em 2.22,65, a 12,60 segundos da vencedora, a argentina Cecilia Dieleke (2.10,05).
A prata foi para a grega Eirini Zervou (2.15,52) e o bronze para a israelita Ofir Simcha (2.17,44).
“Sinto-me orgulhosa. Tinha expectativas, mas estar aqui é diferente. É uma intensidade diferente. Depois desta prova muito dolorosa, acho que nas distâncias mais curtas vai correr muito melhor. Sou mais rápida”, expressou a nadadora portuguesa.
Segue-se, esta terça-feira, a prova dos 100 metros costas.
Abertura dos Jogos com pop e circunstância
Sob o lema “A África acolhe, Dakar celebra”, a cerimónia destacou a riqueza cultural do continente africano e a diversidade dos seus povos. A hospitalidade, conhecida no Senegal como Teranga, esteve no centro da celebração, em ligação com os Valores Olímpicos de Excelência, Amizade e Respeito.
O espetáculo desenvolveu-se em torno de uma narrativa que percorreu o passado, o presente e o futuro, através de três gerações representadas pelas personagens Alkebulan, Keb e Sitoé. A história evocou a transmissão de valores e tradições entre gerações, a criatividade da juventude africana e a capacidade de conciliar a herança cultural com a inovação.
A música, a dança e as expressões artísticas tradicionais e contemporâneas deram forma a uma celebração da identidade africana, que incluiu referências à história e à ciência, manifestações culturais do Senegal e uma homenagem à diversidade dos 54 países africanos.
Um dos momentos centrais da cerimónia foi o desfile das delegações dos Comités Olímpicos Nacionais, com atletas a transportarem as respetivas bandeiras. Seguiram-se os momentos protocolares, incluindo o hastear da bandeira olímpica, a interpretação do hino olímpico e o juramento dos Jogos, reafirmando o compromisso dos atletas, juízes, árbitros, treinadores e oficiais com o respeito pelas regras, o fair play, a inclusão e a igualdade.
A declaração oficial de abertura foi proferida pelo Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, após as intervenções do presidente do Comité Organizador de Dakar 2026, Mamadou Diagna Ndiaye, e da presidente do Comité Olímpico Internacional, Kirsty Coventry.
“Estes são, de facto, Jogos para os jovens, feitos pelos jovens! Vocês abriram os vossos braços e corações para o mundo. Este é o espírito de teranga. A todos os que se juntam a nós, vindos de várias partes do mundo: espero que aproveitem cada momento aqui no Senegal”, afirmou Coventry.
A cerimónia culminou com a chegada da Chama Olímpica da Juventude ao estádio, na sequência de um percurso de 30 dias pelo Senegal, e o acendimento da pira, símbolo da abertura oficial dos Jogos.



