Terça-feira 27 de Outubro de 2020

Patrícia e Susana na inédita final do triplo salto com maratonistas à procura de medalhas

Patricia_mamona

DR / FPA

Patrícia Mamona e Susana Costa protagonizaram, este sábado, mais uma única e excelente página no atletismo português, ao apurarem-se para a final do triplo-salto, pelo facto de ser a primeira vez que isso acontece em termos de Jogos Olímpicos.

Patrícia chegou aos 14,18, que correspondeu ao 9º lugar (entre as 12 apuradas) – ficando naturalmente longe dos 14,58 do recorde nacional e título europeu, face à ansiedade inicial – enquanto Susana fez 14,12 (11º lugar), também longe dos 14,34 que é o recorde pessoal.

Com o primeiro objectivo cumprido e passada a fase inicial, sempre mais difícil, é crível que possam melhorar na final (este domingo) dado que apenas três atletas saltaram a mais de 14,30, o que é uma meta possível.

Nas outras provas, Lorene Bazolo não foi além da 28ª posição (entre as 64 participantes) nas eliminatórias dos 100 metros, depois de ter obtido o registo de 11,43 (bem longe dos 11,21 no recorde nacional obtido este ano), embora apenas a quatro lugares do apuramento para as meias-finais.

Cátia Azevedo, a recordista nacional dos 400 metros não foi além da 31ª posição, com 52,38 (registo pessoal de 51,63) entre as 57 participantes, pelo que não seguiu para as meias-finais.

Futebol acabou o sonho embora haja Diploma

Terminou de maneira inesperada (mas em desporto tudo pode acontecer) a presença do futebol português nos Jogos Olímpicos, depois de uma pesada derrota (0-4) frente à Alemanha, como que a vingar-se dos 7-1 que outrora tinha sofrido perante Portugal.

Num jogo de vida ou de morte, os jovens lusos não conseguiram encontrar antídotos para contrariar a táctica alemã, apesar de ter tido oportunidades para isso. Mas quem não marca … sofre e, mais, vai perdendo faculdades mentais que abalam o físico, como se verificou logo após os alemães terem aberto o activo.

Depois de vários anos de êxitos sob a batuta de Rui Jorge, o técnico não merecia este “prémio” (equipa não perdia desde Outubro de 2011), mas a verdade é que quatro golos sem resposta é “fruta” demais para a equipa campeã europeia.

Serge Gnabry (45+1’), Matthiass Gintter (57), Davie Selke (75’) e Max Philipp (87), foram os “carrascos” de serviço.

Portugal, que cumpriu a quarta presença em Jogos Olímpicos, entrou pela primeira nos Jogos de 1928 (Amesterdão, na Holanda), precisamente com a chegada aos quartos-de-final, onde perdeu com no Egipto (2-1).

A segunda foi em 1996 (68 anos depois) nos Jogos de Atlanta, onde a formação lusa chegou às meias-finais e voltou a perder, dessa vez frente à Argentina (2-0).

A terceira foi nos Jogos de 2004 (Atenas), com Portugal a não passar da fase de grupos (já com Cristiano Ronaldo a jogar).

O desporto é assim mesmo.

Ténis de Mesa de fora à primeira

Depois de estar nos quartos-de-final há quatro anos, em Londres, obtendo um extraordinário quinto lugar, e conquistar o título de campeão europeu, esperava-se um pouco mais e, no mínimo, chegar também aos quartos-de-final no Rio de Janeiro.

Quis Deus (e a Áustria) que assim não fosse e Portugal foi eliminado logo na primeira jornada, precisamente frente aos austríacos (também campeões europeus), que venceram por 3-1 e seguiram em frente.

A Áustria entrou a vencer, com Robert Gardos a ganha a Tiago Apolónia por 3-2 (11-6, 3-11, 11-3, 6-11, 11-9), seguindo-se Marcos Freitas a empatar o jogo depois de vencer Stefan Fegerl por 3-2 (11-7, 12-10, 6-11, 7-11, 11-2).

No terceiro jogo, os austríacos colocaram-se de novo em vantagem no encontro de pares, com Gardos e Daniel Habesohn a vencerem João Monteiro e Tiago Apolónia por 3-2 (6-11, 11-8, 11-9, 6-11, 12-10).

Fegerl fechou o confronto, com um triunfo sobre Monteiro por 3-1 (9-11, 11-8, 11-8, 11-9).

Mais um adeus inglório lusitano. 

Pedro Martins no Badminton

Pedro Martins, o nosso representante na competição, venceu a primeira partida frente ao canadiano Martin Giuffre (75º no ranking), por 21-14, empatando este com um 24-22 mas sucumbiu ao terceiro por 21-6.

O português (59.º) defronta este domingo NG Ka Long Angus, de Hong Kong (13º. Mundial).

Diogo Abreu nos Trampolins

O ginasta português Diogo Abreu, com percalços no segundo elemento da segunda ronda, terminou no 16.º lugar, com 55,855 pontos, falhando a presença na final, ganha pelo bielorrusso Uladzislau Hancharou (61,745), que conquistou, este sábado, a medalha de ouro da prova de trampolins dos Jogos Olímpicos do Rio2016, na Arena Olímpica.

As medalhas de prata e de bronze foram conquistadas pelos atletas chineses Dong Dong, com 60,535 pontos, e Gao Lei, com 60,175, respeticvamente. Uladzislau Hancharou venceu a competição com 61,745 pontos.

 

Par Costa e Lima a descer no 49er da Vela

 

Jorge Lima e José Costa, participantes na Vela, classe 49er, desceram à 11ª posição depois de terem começado o dia em segundo lugar.

Este sábado realizaram-se quatro regatas e a dupla portuguesa conseguiu um 19º lugar, um 6º, um 17º e um 13º.

Somam agora 63 pontos na geral depois de dois dias de competição.

A classe 49er continua a ser liderada pelos neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke.

Por seu turno, José Costa falou de sorte (ou da falta dela) para justificar o desempenho nas regatas da segunda jornada – o duo luso foi 19.º na terceira, 6.ª na quarta, 17.ª na quinta e 13.ª na sexta e passou a somar 63 pontos.

Enquanto isso, o dia não correu tão a favor de João Rodrigues (RS:X) – obteve o 11º lugar na 11ª regata e o 7º na 12ª – sendo agora 18º quando a competição está no seu final.

Na classe Laser, Gustavo Lima também não teve um dia tão positivo como o de 5ª feira, tendo obtido o 11º lugar na 7ª regata mas caindo para a 29ª posição na 8ª, tendo descido ao 18º posto da geral.

Sara Carmo, no Laser Radial, foi 30ª na oitava regata, estando agora no 28º posto da geral.

 

Golfistas em igualdade mas mais longe dos primeiros

 

José Filipe Lima concluiu a partida deste sábado no grupo dos 22ºs classificados, com 70 pancadas, mantendo o realizado no primeiro dia, estando agora no 18º da geral, com 125 pontos, em prova comandada pelo australiano Marcus Fraser, com 132, que reforçou a liderança na prova.

Ricardo Melo Gouveia, por seu lado, recuperou muito em relação ao primeiro dia e foi 8º com 68 pancadas, subindo ao grupo dos 22ºs, onde está também José Filipe Lima.

 

Destaque para este sábado

 

A presença de duas portuguesas na final do triplo salto (0h55), o que é duplamente inédito porque foi a primeira vez que isto se verificou, é o ponto mais alto de cortar a respiração na final que terá lugar este domingo (0h55), depois das maratonistas Jéssica Augusto, Sara Moreira e Dulce Félix poderem ter conquistado alguma medalha para Portugal.

 

Programa português neste domingo (dia 14)

 

Golfe

- Dia 4, Filipe Lima e Ricardo melo Gouveia, 11:00

Equestre

- Salto de Obstáculos, 1ª Ronda Qualificação, Luciana Diniz, 14:00

Badminton

- Individual Feminina, Telma Santos-Lianne Tan (Bélgica), 23:55(PT)

- Individual (Fase de grupos) Pedro Martins frente a Ka Long Angus (HKG), 13h40 Vela

- RS:X Masculino, (Medal Race), João Rodrigues, 17h00

Atletismo

- Maratona Feminina, Final, Dulce Felix, Jéssica Augusto e Sara Moreira, 13h30

- Triplo Salto Feminino, Final, Patrícia Mamona e Susana Costa, 0h55

 

Medalheiro

 

Após as finais das provas relativas a esta sexta-feira, regista-se a subida da Alemanha ao quarto lugar por troca com o Japão, que desceu um degrau, nula classificação que continua ser liderada pelos Estados Unidos, agora com 54 (21-15-18), seguida da China, com 41 (13-11-17) e da Grã-Bretanha, com 26 (9-11-6). Depois está a Alemanha, com 16 (8-5-3) e o Japão, com 24 (7-3-14), seguindo-se a Rússia, com 23 (6-9-8).

Portugal está no grupo dos cinco últimos (60º), com a medalha de bronze conquistada pela judoca Telma Monteiro, com sessenta e quatro países medalhados.

 

Outras notícias

 

O nadador norte-americano Michael Phelps voltou a impressionar tudo e todos e conquistou a 22ª medalha de ouro da longa carreira que já leva, ao vencer a prova dos 200 metros estilos. Nos Jogos Olímpicos, Phelps ganhou ainda mais quatro medalhas, somando 26. É obra única na história dos jogos da Era Moderna.

Phelps ganhou com o tempo de1.54,66 minutos, superando o japonês Kosuke Hagino (1.56,61) e o chinês Wang Shun (bronze).

 

Rumo à final, este domingo, com o britânico Andy Murray, campeão em Londres2012, o argentino Juan Manuel Del Potro afastou Novak Djokovic, líder do ‘ranking’ mundial, na primeira ronda, antes de eliminar o português João Sousa.

Andy Murray assegurou a presença na final ao vencer o japonês Kei Nishikori, por 6-1 e 6-4, nas meias-finais.

 

O ciclista brasileiro Kléber Ramos, de 30 anos, teve resultado positivo para estimulante no controlo efectuado antes da prova de ciclismo de estrada, que não concluiu.

 

Entretanto, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) excluiu dos Jogos a russa Darya Klishina, única atleta russa que tinha sido autorizada inicialmente a competir no Rio2016, sendo dúbias as razões (não divulgadas) que estiveram na base desta decisão.

 

Como última hora, o jamaicano Usain Bolt, triplo campeão olímpico em 2012, nos 100, 200n e 4×100 metros, apurou-se com toda a facilidade para a fase seguinte da prova do hectómetro, que correu em 10,07, juntando-lhe o rival norte-americano Justin Gatlin.

 

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