Terça-feira 31 de Março de 2020

Quarteto maravilha levou K4 1000 à final

JORio-Vinicius-MascoteEmanuel Silva, João Ribeiro, Fernando Pimenta e David Fernandes deram, esta sexta-feira, mais um passo decisivo para tentarem alcançar a medalha que falta à canoagem na representação portuguesa no Rio’2016.

Depois de uma calma eliminatória percorrida em 3.41,09 (4º lugar), o quarteto luso lançou-se ao ataque na meia-final, onde precisavam de entrar nos três primeiros postos para chegarem à final.

Uma prova onde, em cada movimento da pagaia, os quatro atletas portugueses controlaram todos os movimentos, numa sincronização quase perfeita, que os levaram a uma dianteira até poucos metros da linha de chegada, onde foram ultrapassados (olhos nos olhos) pela formação australiana, que veio de trás para a frente e se aproximou da equipa nacional a partir dos 750 metros de prova.

A Austrália foi a primeira, com 2.58,22 e a Portugal foi atribuído (pelo photo finish) mais um centésimo (2.58,23), enquanto a Sérvia foi terceira (2.59,63).

Na outra meia-final, foram apuradas as formações da Eslováquia, Espanha e França, a que se juntam a República Checa e Alemanha, que venceram as eliminatórias e apuraram-se directamente para a final sem passarem pelas meias-finais.

Na marcha, com a desistência de João Vieira por volta dos 15 km, os outros dois representantes de Portugal não conseguiram melhor do que ficarem para além dos trinta primeiros, cabendo a Pedro Isidro a melhor posição (31ª) com o tempo de 4.03.42, enquanto Miguel Carvalho foi 35º, com 4.08.16, entre os 80 atletas participantes, dos quais 48 chegaram ao fim, 19 desistiram e 13 foram desqualificados, entre eles o japonês Himoki Arai, na terminou com a medalha de ouro, que não recebeu por excesso de faltas.

O campeão olímpico foi o eslovaco Matej Toth (3.40.58) – atleta que foi campeão mundial em 2015 – que passou na última volta o australiano Jared Tallent (3.41.16), com a medalha de bronze a ser conquistada pelo canadiano Evan Dunfec (3.41.38). O luso descendente Yohann Diniz, representando a França, obteve o 7º lugar, com 3.46.43.

 

Ana Cabecinha num brilhante 6º lugar

 

Ana Cabecinha, ao obter o 6º lugar nos 20 km Marcha, protagonizou uma prova de excelência, no que foi o melhor de sempre em Jogos Olímpicos, tendo completado o percurso no tempo de 1.29.23, a 41 segundos da medalha de bronze.

Ana, recorde-se, foi 9ª em Londres (2012) e 8ª em Pequim (2008), podendo ter dito adeus aos Jogos (tem 32 anos feitos em 29 de Abril passado), no que foi uma prova superada com transcendência, apesar de não ter alcançado o recorde pessoal, tendo ficado a pouco mais de um minuto.

Outra atleta em evidência foi Inês Henriques, que alcançou um 12º lugar de grande categoria, tendo terminado com o tempo de 1.31.28, a pouco mais de dois minutos do recorde pessoal e aos 36 anos (5 de Janeiro passado) ter-se-á despedido da melhor forma.

Outra portuguesa presente, em estreia, foi Daniela Cardoso (25 anos ) que obteve o 37º lugar, com 1.36.28.

 

Luciana Diniz com um extraordinário 9º lugar, num concurso pouco olímpico

 

Ao obter o 9º lugar no concurso de saltos com obstáculos, Luciana Diniz (46 anos) alcançou uma posição extraordinária nunca antes protagonizada por uma portuguesa, considerando que Luciana, em Londres, há quatro anos, tinha sido 17ª, pelo que assume ainda mais brilhantismo entre a elite mundial.

Luciana fez duas as duas últimas rondas (A e B) em grande plano, sendo penalizada apenas com 4 pontos numa delas – mas de nada valeu porque o espirito olímpico do Barão Pierre de Coubertain, por certo, foi esquecido no Hipismo.

Num mundo “masculino” – apenas para o Comité Olímpico Internacional – as mulheres são discriminadas porquanto deveriam ter uma classificação separada dos homens e com os competentes prémios, o que não se verifica.

E aqui recordamos a luta que as mulheres (atletas) tiveram ao longo de muitos anos para alcançarem a igualdade no valor dos prémios a atribuir, chegando-se a uns Jogos Olímpicos, em 2016, em que esse assunto nem sequer, porventura, terá sido abordado no areópago universal do desporto.

Quando se fala, amiúde, na igualdade de oportunidades para os cidadãos de ambos os sexos, o Comité Olímpico Internacional e a Federação Internacional de Hipismo (ou Equestre) continuam a discriminar as mulheres dos homens, não dando a estas as medalhas que deveriam ter recebido nestes Jogos do Rio de Janeiro.

Se assim fosse, Luciana Diniz não seria 9ª mas sim 2ª entre as mulheres, pelo que receberia a medalha de prata, isto segundo a ordem inserta na classificação geral das finais do concurso.

A primeira foi a australiana Edwina Tops-Alexander e a terceira seria a canadiana Tiffany Foster.

Uma questão a reclamar uma atenção urgente e dentro do espirito olímpico, da igualdade de género.

O campeão olímpico foi o britânico Nick Skelton, a prata destinou-se ao sueco Peder Fredericson e ao canadiano Eric Lamaze.

 

Pódio ainda ao alcance dos portugueses no penúltimo dia

 

Na única prova em que entram portugueses, neste penúltimo dia dos Jogos do Rio2016, cabe ao K4 1000 mais uma oportunidade de conseguir a almejada medalha que a canoagem lusa merece ter pelo desempenho que os seus representantes tem tido ao longo de todas as competições, com especial relevo no sector masculino.

Depois de Fernando Pimenta ter alcançado o 5º posto no K1 1000, foi a vez da dupla Emanuel Silva e João Ribeiro se chegarem à frente e ficarem a poucos milésimos do bronze no K2 1000.

Juntando todos estes elementos e mais David Fernandes, está formado o K4 1000 que poderá dar esta alegria a todos os portugueses e confirmar – se anda não estivesse – a capacidade, a tenacidade, a vontade, a mente forte dos homens e mulheres que, nos últimos anos, tem feito da canoagem a modalidade mais medalha internacionalmente.

A final da regata do K1 1000 está marcada para as 13h49 deste sábado, ficando a aguardar a confirmação da capacidade de superação e da transcendência deste quarteto de luxo da canoagem mundial.

Final onde estarão as equipas representativas da Austrália (2.58,22), Portugal (2.58,23), Sérvia (2.59,63), Eslováquia (2.59,36), Espanha (3.00,23), França (3.00,89) e as super-favoritas República Checa e Alemanha, que fizeram, de longe, os melhores tempos das meias-finais, respectivamente 2.52,02 para os checos e 2.52,83 para os alemães.

Se tudo se mantiver desta forma, a luta para o bronze vai ser cerrada de princípio a fim.

Mas como não há vencedores antecipados, seja em que actividade for, esperamos que seja um bom espectáculo e que Portugal alcance o objectivo a que propôs – e comprovou – que é ganhar uma medalha.

Superando as adversidades que se tem colocado nestes Jogos, aguarda-se que se transcendam até ao bronze.

 

Medalheiro – Estados Unidos completou cada vez mais longe

 

Após as finais das provas relativas a esta sexta-feira (na hora de fecho da redacção, uma hora da madrugada), tudo se manteve inalterável em relação ao dia anterior, ficando a classificação ordenada como segue:

1.Estados Unidos, 103 medalhas, sendo 37 de ouro, 34 de prata e 32 de bronze; 2. Grã-Bretanha, 58 (24-21-13); 3. China, 65 (22-18-25); Alemanha, 35 (14-8-13); Rússia, 48 (13-16-19); Japão, 40 (12-7-21), França, 36 (9-13-14), Austrália, 29 (8-11-10) e Itália, 25 (11-6-8).

Portugal continua a descer, mantendo-se no grupo dos últimos de nove países (73ª posição) correspondente ao bronze de Telma Monteiro.

 

Outras notícias

 

- Nesta sexta-feira, a Alemanha sagrou-se campeã olímpica ao vencer a Suécia por 2-1, na vertente feminina, numa partida bem disputada do primeiro ao último minuto e precisamente na estreia das alemãs em finais olímpicas nesta disciplina do futebol. No jogo para a medalha de bronze, o Canadá venceu a equipa do Brasil (2-1), tirando o tapete às brasileiras no seu próprio país. Coisas do desporto. A final do torneio masculino está marcado para este sábado com o jogo Brasil-Alemanha (21h30) e na disputa pelo bronze o confronto é entre as Honduras e a Nigéria.

 

- No Voleibol (F), a China derrotou a Holanda por 3-1 e irá disputar a final com a Sérvia, que ganhou (3-2) aos Estados Unidos da América, em jogos a realizar este sábado (3º/4º) e no domingo (final).

 

- No Basquetebol (F), Os Estados Unidos derrotaram a França por 86-67, enquanto a Espanha derrotou a Sérvia por 68-54, efectuando-se este sábado a final entre as formações dos Estados Unidos e da Espanha.

 

- No Andebol (M), a França derrotou a Alemanha por 29-28, com a outra meia-final a ter lugar este sábado entre a Polónia e a Dinamarca.

 

- O indiano Narsingh Madav, lutador da categoria de 74 kg, foi suspenso por quatro anos pela Agência de Dopagem do seu país, sanção com a qual o atleta não concordou e recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), em Lausanne.

De acordo com o TAS, o referido lutador teve dois controlos positivos (25 de Junho e 5 de Julho passados) onde foi encontrado o esteróide anabolizante “metandienona”.

Em face disso e como este tipo de substância não tem qualquer tipo de atenuação, porque das mais gravosas, o TAS decidiu manter a sanção aplicada pela agência indiana.

Mão pesada para os prevaricadores!

 

- Mais uma argolada da IAAF (Federação Internacional de Atletismo) versus Comité Organizador (CO) dos Jogos do Rio de Janeiro, no que se refere a uma das meias-finais dos 4×100 metros (femininos), beneficiando a equipa brasileira, que tinha provocado a eliminação (em primeira instância) da congénere dos Estados Unidos.

Os dirigentes norte-americanos reclamaram, descrevendo que a atleta brasileira, quando da passagem do testemunho, tocou na norte-americana, que se descontrolou e não conseguiu fazer a passagem do testemunho, que acabou por cair no chão.

De acordo com as regras, se uma atleta prejudica outra, tem que ser desclassificada e, ao dar provimento à reclamação, teria de eliminar o Brasil ou, como o regulamento também permite – como se verificou anteriormente com a repescagem de atletas para juntar às finalistas (de 12 passaram a 15) – repescar os EUA.

Só que, neste caso, como a pista apenas trem oito corredores para oito equipas, não podia fazer a repescagem.

Daí que o Brasil tinha de ser eliminado.

Por artes mágicas, criaram mais um precedente ao decidir que os Estados Unidos teriam de voltar a fazer a prova, correndo sozinha e, em simultâneo, fazer melhor tempo que os chineses (42,70).

As norte-americanas conseguiram 41,77 e “mandaram” com a China para o “lixo”. Chinesas que ainda questionaram a decisão mas que, com espirito desportivo, acataram a decisão. Infelizmente. Não foi cumprida a lei.

 

- Por não terem terminado os 5.000 metros, a organização (IAAF e ou Comité Organizador dos Jogos) deliberou repescar as atletas Nikki Hamblin (N. Zelândia) e Abbey D’Agostino (EUA), que tinham terminado a prova com tempos que não dariam para serem apuradas. Situação que beneficiou ainda a austríaca Jennifer Wenth, que foi afectada pelo incidente em que estiveram envolvidas as referidas atletas. Justificação? Porque as duas se ajudaram mutuamente para terminarem a corrida. Mais uma vez, os regulamentos foram mandados às malvas.

 

- Ao conquistar os três primeiros lugares dos 100 metros barreiras, o trio formado por Brianna Rollins, Nia Ali e Kristi Castlin alcançou para os Estados Unidos da América o primeiro “triplo” de medalhas. Só para os melhores.

 

- A Sérvia alcançou um feito inigualável na sua história desportiva ao conseguir, pela primeira vez, classificar-se para a final do torneio de Voleibol feminino e com maior relevo porque afastou a forte formação dos Estados Unidos da América da final, equipa que foi campeã mundial e medalha de prata olímpico.

As servias venceram por 3-2, num jogo de “nervos” do princípio ao fim, com os parciais de 20-25, 25-17, 25-21, 16-25 e 15-3, na negra.

 

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