Quarta-feira 23 de Setembro de 2020

EDP Lisboa, a mulher e a vida contra o cancro da mama

IMG_2736-1Na divulgação do evento em apreço, tendo como lema “correr, marchar ou caminhar por uma causa”, ficou a saber-se que os casos de cancro da mama continuam a aumentar todos os anos em Portugal, atingindo na actualidade a ordem dos seis mil, número que assusta.

E aumenta o receio em contraponto com a existência de um rastreio mais alargado (a quase todo o país – Lisboa e Setúbal ainda não tem plano para o efeito) face ao volume de aparelhos que foram adquiridos nos doze anos em que o Maratona Clube de Portugal lançou esta corrida, tendo a Liga Portuguesa contra o cancro recebido mais de setecentos mil euros.

De acordo com a representante da referida Liga, “o número de casos está a crescer mas também é bom saber que 95% das mulheres afectadas sobrevivem”, tendo concluído que é “preciso fazer mais rastreios e que as mulheres não encolham os ombros no primeiro momento em que detectam qualquer anomalia, devendo recorrer de imediato ao médico”, agradecendo depois ao clube a extraordinária ajuda que tem prestado, através de parte do valor das inscrições, citando ainda que “o rastreio é essencial, diria mesmo que deverá ser obrigatório, embora isso dependa da vontade de cada mulher afectada”.

Mas esta apresentação teve ainda o condão de contar com o testemunho pessoal da artista Carla Andrino – que viveu, sofreu e venceu com este problema recentemente – e que referiu “ser fundamental fazer a prevenção – como foi o seu caso, detectado praticamente no início – dado que arregacei as mangas e entrei na “guerra” contra o cancro para ganhar”.

Carla salientou ainda “que se for detectado este problema temos que ser guerreiras, para vencer ou morrer, porquanto os guerreiros também morrem”, referindo-se ainda a uma frase feita por alguém que lhe sugeriu para “olhar para o mar, que mete medo e há que ter muito respeito por ele”. Tal como o cancro, há que ver como se comporta e respeitá-lo. “Foi assim que venci a corrida da minha vida” – finalizou.

IMG_2737Quanto à manifestação desportiva, naturalmente em segundo plano (relativamente à doença – porquanto praticar actividade física e desporto faz bem ao ser humano, ajudando a criar mais defesas), a prova tem um limite de inscrições nas 15.000 mulheres (das quais 7.000 já estão registadas) para esta 13ª edição, que a EDP apadrinha desde a primeira vez, pelo que ainda se podem inscrever no respectivo site da prova, via internet.

Rosa Mota, Adelaide Sousa, Mónica Sintra, Nucha, Paula Marcelo e Cristina Caras Lindas, além de Carla Andrino (e um vasto leque de artistas dos vários quadrantes) – salientando-se o cançonetista Emanuel, que abrilhantará a festa antes do início das provas desportivas – são os embaixadores e os promotores de um evento que diz muito às mulheres.

Haverá uma caminhada (5.000 metros) e a prova oficial de 10.000 metros, esta a contar com a participação de atletas estrangeiras de categoria, como Brigid Kosgei (Quénia), Eunice Chumba (Barhei), Boulaiud Kaoutar (Marrocos), Azucena Diaz e Elena Menoyo (Espanha), tendo em contra ponto as portuguesas Dulce Félix, Vanessa Fernandes, Doroteia Peixoto, Melanie Santos, Cláudia Pereira, Joana Costa e Sandra Teixeira, entre outras.

O evento está marcado para o dia 20 de Maio próximo, com a partida prevista para as 10h30, depois de Emanuel (a partir das 10 horas) actuar como que em forma de “aquecimento”

A partida será em Santos (junto ao restaurante Kais) e a chegada junto da Torre de Belém, pela Avenida de Brasília.

A EDP está a oferecer quinhentos dorsais – que podem ser obtidas através da plataforma da EDP para as corridas (D. FY) – salientando-se ainda os vários prémios a atribuir: “Três amigas”, Mimosa Correr em Família, Jogos Santa Casa para Empresas, Vodafone Mãe e Filha e Mimosa Avó e Neta, para além do Oysho, no prémio duas amigas, marca que, aliás, oferece as t’shirts para todas as participantes.

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