Sexta-feira 22 de Maio de 2026

Afonso Eulálio (Bahrain) nas nuvens da liderança do Giro de Itália

Afonso Eulálio, o nuovo star do ciclismo mundial, 24 anos, da Figueira da Foz, continua na crista das ondas das montanhas italianas e a fazer história de mais um português a dar “gás” a pujança do desporto português, pese embora a crise latente em que o país está mergulhado.

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Team Bahrain

Nesta quinta-feira cometeu a proeza de, “apenas” por ter passado entre os primeiros – ao km 185 – numa contagem do caminho da 12ª etapa do Giro de Itália, que conquistaram bónus para poderem, de alguma forma, ter mais espaço de fuga para a frente.

Para o caso foram seis segundos que, mesmo concluindo a corrida do dia na 47º posição, chegou com o mesmo tempo do que o vencedor, mas beneficiou com a soma do bónus (6 segundos) e até colocou o principal candidato ao triunfo no Giro de Itália, Jonas Vingegaard a 33 segundos (dos 27 que tinha anteriormente).

De forma paulatina, o jovem lusitano está a demonstrar que tem pernas – e muito mais – para lutar de igual para igual com todos, porquanto são seres humanos, tudo dependendo das capacidades, da resistência e resiliência de cada um, em especial no aspeto mental, mantendo-se atento a tudo e a todos, numa luta por vezes desigual, mas com sentido de heroísmo, mesmo que não seja elevado a herói.

Parafraseando o icónico Prof. Moniz Pereira, que sempre referia que “a sorte dá muito trabalho”, Afonso Eulálio é a prova provada.

O vencedor desta 12ª etapa foi Alec Segaert (Bahrain), com 3h53m00s, seguido de Toon Aerts (Intermarche) e de Guillermo Silva (Astana), a três segundos e a abrir um enorme pelotão, onde se incluiu Afonso Eulálio, também a três segundos do vencedor.

Na classificação Geral, Eulálio continua de rosa, com 48h10m38s, à frente de Jonas Vingegaard (Visma), a 33 segundos e Tomillo Arensman (Netcompany), a 2m03s, fechando o pódio, enquanto se seguem Felix Gall (Decathlon), a 2m30s e Ben O’Connor (Jayco), a 2m50s.

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Team Bahrain

Nesta sexta-feira, mais uma voltinha, mais uma viagem (qual corrida de automóveis na Feira Popular)! Para fazer o melhor.

Guilherme Mestre em 15º na segunda etapa da Ronde de L’Isard

Guilherme Mestre terminou a segunda etapa da Ronde de l’Isard em 15º lugar, sendo o português que mais se destacou na corrida francesa que decorre até ao próximo domingo em Ariège – Région Occitanie.

A jornada desta quinta-feira trouxe a mudança na liderança, que passou para o vencedor do dia, o belga Niels Driesen (Lotto – Groupe Wanty). Os objetivos da Seleção Nacional de Sub-23 ficam cumpridos, ao colocar um corredor no top-15 e poupando o máximo de energia para amanhã, a etapa-rainha.

Rafael Durães foi o 40.º classificado e Rafael Barbas foi 42º. Tal como Guilherme Mestre, todos terminaram a 11 segundos do vencedor. Do mesmo modo, André Ribeiro, 77º lugar, chegou com a mesma diferença e apenas Pedro Pinto, que sofreu um problema mecânico a oito quilómetros da meta, ficou mais atrasado (128º), a 3m21s do belga que agora comanda. Em segundo lugar ficou o francês Johan Blanc (Groupama-FDJ United CT) e em terceiro o espanhol Kepa Ormazabal (BBK – Euskadi).

A segunda etapa partiu de Cap’Découverte para uma viagem com 118,8 quilómetros, onde se rolou a grande velocidade, a uma média superior a 43 quilómetros por hora. A meta estava no Circuit Automobile d’Albi, num final empolgante e onde Guilherme Mestre tentou estar na discussão.

Nas contas da Geral, Niels Driesen é o líder, tendo passado para segundo lugar o italiano Ludovico Maria Mellano (XDS Astana Development Team) e em terceiro o colega de equipa e compatriota Mattia Negrente.

Rafael Durães é o 28º classificado, a 34 segundos do belga, enquanto Rafael Barbas é o 31º, com a mesma diferença. André Ribeiro está na 62ª posição, também a 34 segundos do comando, Guilherme Mestre é o 114.º, a 2m43s e Pedro Pinto está em 124.º lugar, a 3m44s.

 

“Esta foi uma etapa de transição, muito rápida, onde o objetivo era que os atletas estivessem bem colocados, evitar quedas, e que não perdessem tempo nos cortes na chegada ao circuito. Correu dentro do previsto. Na chegada queríamos tentar colocar Guilherme Mestre para discutir um top-15, conseguimos fazer o melhor possível. Amanhã e domingo são dias decisivos. Hoje o objetivo era gastar o mínimo possível de energia para guardar para amanhã”, adiantou Valter Sousa, selecionador nacional de Ciclismo de Estrada Sub-23 masculinos.

Quanto ao estado de Gonçalo Tavares, após a queda de ontem, “optámos por procurar um voo para o corredor viajar já hoje para Portugal, para poder ter um diagnóstico certo e começar a sua recuperação, sem ter de aguardar por domingo”, explicou o dirigente.

Esta sexta-feira será a terceira etapa que é também a etapa-rainha, com um percurso de 169,6 quilómetros, com partida em Sorèze (10h40) e chegada em alto, à Col de Pailhères (14h53), uma montanha de categoria especial. Antes disso, o pelotão Sub-23 vai ter de enfrentar três montanhas exigentes, uma de primeira e duas de segunda categoria. Será, com certeza, uma jornada decisiva para as contas da Geral.

 

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