A Seleção Nacional Universitária Feminina sagrou-se vice-campeã em mais uma edição do Campeonato do Mundo de Futsal, após perder por 3-0 frente ao favorito Brasil.
Num jogo que só ficou resolvido na 2ª parte, a equipa de Ricardo Azevedo apresentou-se a um nível superior na primeira metade, fase em que podia ter construído uma vantagem confortável, dadas as oportunidades criadas.
Depois da derrota averbada em 2024, a formação comandada por Ricardo Azevedo e Luís Conceição mostrou-se em bom nível neste Mundial, mas não conseguiu repetir a proeza que alcançara em 2022, quanto bateu a canarinha por 5-4 em penáltis, depois do 5-5 verificado após prolongamento.
Em Varsóvia, e depois de um nulo na 1ª parte, os golos de Eveli Calou e Vitória Borges, no espaço de 49 segundos, tornaram a missão de Portugal muito complicada, embora ainda houvesse quase toda a segunda metade para jogar. Contudo, o azar bateu à porta quando, na fase de maior pressão sobre a equipa brasileira e já a atuar com guarda-redes avançada, a capitã Catarina Lopes, que desempenhava essa missão, acabou por fechar o resultado com um inesperado auto-golo. O 3-0 encerrou, definitivamente, as contas numa altura em que um golo de Portugal iria reabrir a discussão pelo resultado.
No fim do jogo, o Selecionador Ricardo Azevedo não deixou de atribuir mérito ao novo campeão do Mundo, mas reconheceu que a falta de lucidez nos momentos-chave limitou Portugal: “Na realidade, vendo a história do jogo, eu diria que fomos melhores em todos os momentos. Não desfazendo o mérito do Brasil, obviamente, que estrategicamente percebeu não conseguia jogar de igual para igual connosco, e foi defender baixo, apostar nas transições e nos nossos erros. Podíamos ter acabado com o jogo na 1ª parte se – e este é o problema, é sempre o se – finalizássemos em condições, se o último passe fosse melhor, e se no cansaço mantivéssemos a lucidez”
A final acabou por decidir-se no fator que Ricardo Azevedo havia indicado no lançamento do jogo. “O fator que que eu disse que ia decidir, decidiu”, disse, acrescentando: “Os golos são ofertas nossas. Se eliminássemos essas ofertas, pelo menos íamos a prolongamento. Mas a equipa está de parabéns, com muita gente nova, que pela primeira vez esteve numa final, mostrou carácter e vontade. Há que aprender com os erros e melhorar.”
Por fim, Ricardo Azevedo quis deixar uma mensagem à Seleção Nacional de Futebol e a Roberto Martínez: “Quero dar os parabéns à Seleção Nacional de Futebol e ao nosso selecionador, que se vai embora, mas que acho que fez um excelente trabalho. Um homem de carácter, que defendeu o nosso País e fez um excelente trabalho.”
Já a capitã Catarina Lopes não escondeu o desalento pela derrota, mas elogiou a própria equipa e congratulou, também, o vencedor: “Sabíamos que ia ser um jogo difícil, onde os pormenores iam fazer a diferença. Quem não marca, sofre. Criámos muitas oportunidades que não concretizámos. Noutros jogos, mais tarde ou mais cedo a bola ia entrar. Mas contra o Brasil, cada oportunidade tinha de ser concretizada. Não conseguimos, mas estou muito orgulhosa da minha equipa pelo percurso que fizemos. Quero deixar os parabéns ao Brasil e é levantar a cabeça e melhorar no que temos de melhorar.”




