Em duas meias partes algo semelhantes, a França teve maior iniciativa, mostrou maior capacidade global e em seis minutos apenas marcou os dois golos que garantiram mais um triunfo e a passagem às meias-finais do Mundial de Futebol, marcadas para o dia 14.
Contendo algumas dificuldades que foram surgindo a longo do jogo, propiciadas pela formação marroquina, depressa se percebeu que Mbappé e Dembéle estavam preparados fosse para que fosse para guardar o melhor bocado quando surgisse o momento oportuno.
Mbappé sofreu uma grande penalidade (28’) e tentou “cobrar” com juros, mas o guardião de Marrocos esteve sempre atento e foi adiando o sofrimento de um golo, o que aconteceu neste caso, porquanto o avançado francês denunciou o remate e o guarda-redes de Marrocos lançou-se para o lado esquerdo e defendeu sem grande dificuldade, a não ser ter-se esticado e agarrado a bola. Acontece até aos melhores, mas, neste tipo de oportunidades, não se deve falhar.
Com 13-1 remates, dos quais 4-0 para a baliza, a França liderou a primeira parte, ainda que a maior posse de bola tenha sido (51/49%) dos marroquinos, situação mais consentida do que provocada.
Para a segunde parte, o técnico da formação francesa começou a abrir mão dos que estavam no banco, ações que provocaram um refrescamento essencial e para ver (60’), com um remate a 77 km/h, Mbappé a fazer o primeiro golo, levando a bola a entrar junto ao segundo poste, sem hipóteses para o guarda-redes marroquino, ainda que tivesse tido contato com o esférico, mas ao de leve.
Aproveitando o a vantagem – e algum “apagamento” dos marroquinos – a França chegou ao 2-0 (66’), desta vez na sequência de um arranque rápido de Dembélé, que seguiu em frente e aproveitou uma nesta na defesa para rematar e fazer a bola entrar também me perto do poste mais longe, onde o guarda-redes marroquino não chegou.
A partir daqui e ainda que tivessem mantido fresco o sentido ofensivo, Marrocos não conseguiu modificar o resultado e, tal como há quatro anos, voltou a ficar pelo caminho do Mundial.
Quanto à estatística, a França chegou aos 22-5 remates, dos quais 9-1, pelo que seria impraticável fazer golos se não remataram para a baliza. Na posse de bola, Marrocos também foi superior (52/48%) e o resultado está em conformidade com o que cada equipa conseguiu “bobinar” ao longo dos 90+6’.
Findado o jogo, tudo certo. A não ser a questão de a FIFA ter nomeado um árbitro argentino (a Argentina ainda está nos quartos-de final e podia ter havido algo de anormal) para esta partida crucial.
Nesta sexta-feira (20h) a Espanha defronta (Los Angeles) a Bélgica para decidirem quem será o parceiro da França nas meias-finais da competição
Os espanhóis estão a completar a 17ª presença no Mundial desde que entraram pela primeira vez (1934), tendo sido campeã em 2010 e em 2018 e 2022 ficou pelos oitavos de final. Os belgas completam 15 participações (estrearam-se em 1935) e o melhor resultado obtido foi o 3º lugar (2018), com o quarto lugar em 1986.
Há quatro anos a Espanha quedou-se pela primeira fase de grupos.
Tendo obtido mais um golo, o francês Mbappé (8 golos) continua com o foco em ser o melhor marcador da competição – Lionel Messi também tem 8 – pelo que vai ser o segundo a ser posto “à prova”, para se manter por perto de Lionel Messi (Argentina), que tem 8 golos, Haaland (Noruega), com 7 golos também e o britânico Harry Kane, com 6.


