Quinta-feira 17 de Setembro de 2026

Macedónia venceu Israel e Portugal chegou aos oitavos de final do europeu de Voleibol

Voleibol-Europeu-Oitavos--16-09-2026

FPVoleibol

Era a única tábua de salvação para Portugal que, recolhido (não jogou neste último dia da fase de grupos), estava à espera, de coração acelerado, que a Macedónia vencesse Israel para se apurar para os oitavos de final do europeu de Voleibol.

O 3-0 (25-21, 25-23 e 25-22) que os macedónios alcançaram foram, como seria de esperar, o balão de oxigénio que Portugal precisava para avançar, num encontro ponto a ponto, que criou um ambiente arrepiante de princípio a fim.

Segundo a voz do povo “quem espera sempre alcança” e o famoso provérbio nunca foi tão verdadeiro nesta edição nesta competição.

Após a derrota pela margem mínima com Israel e a vitória averbada ontem pela margem máxima diante da Macedónia do Norte, a seleção nacional aguardava, com expectativa e alguma dose de esperança, que os macedónios cometessem a proeza de bater, por qualquer resultado, os israelitas. Quem ninguém conseguia prever é que isso acontecesse e de forma implacável, logo pela diferença maior, 3-0, e com parciais de 25-21, 25-23 e 25-22.

Este resultado precioso para os macedónios, que selaram a sua participação no EuroVolley com um triunfo e de cabeça erguida, calando quem os via como “bombos da festa”, é ainda mais recompensador para os portugueses, que voltam a apurar-se para os oitavos de final de um europeu.

A apadrinhá-los na entrada, agendada para domingo, para o grupo restrito das 16 melhores seleções europeias, Portugal terá a França, uma das maiores potências do voleibol da atualidade. O jogo está agendado para as 17h00 de domingo, na Arena de Sófia,

Defrontar os irredutíveis gauleses será o prémio merecido para uma seleção nacional que mostrou resiliência pura perante as contrariedades – como as baixas (lesão ou ausência) forçadas na equipa –, e um estoicismo de ferro ao bater-se de igual para igual contra gigantes como a Polónia e a Bulgária.

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Após o apuramento para a fase seguinte da competição, o selecionador João José fez o balanço dos momentos de incerteza e da caminhada exigente da equipa, projetando o próximo desafio.

Reconhecendo a tensão vivida nas últimas horas enquanto dependiam de terceiros, João José admitiu que “quando se está dependente dos outros, fica sempre um pouco assim. Se fosse de outra forma, seria outra coisa qualquer e não movimentava as multidões que consegue movimentar”.

Numa análise ao percurso da equipa, o treinador lembrou que Portugal enfrentou um calendário bastante exigente. A seleção começou por defrontar a Polónia e a Bulgária, adversários extremamente fortes, seguindo-se o embate com Israel num curto espaço de tempo. Apesar do desgaste físico e dos desaires, João José realçou a capacidade de resposta do grupo, que manteve a confiança e a identidade de jogo. Essa postura permitiu assinar uma exibição equilibrada frente à Ucrânia e chegar ao duelo decisivo com a Macedónia do Norte com a ambição necessária para garantir a qualificação.

De olhos postos no próximo compromisso, Portugal, 4º classificado da Pool B, vai cruzar-se com a França, 1º classificada da Pool D, João José perspetivou um encontro exigente contra uma das potências europeias. O selecionador defende que o caminho passa por manter o nível de jogo durante períodos mais prolongados, tendo afirmado que “o que temos de conseguir fazer é aquilo que fazemos melhor durante mais tempo, com adversários que nos vão colocar maiores problemas também durante mais tempo”.

O técnico explicou que, diante de equipas do patamar da Polónia, Bulgária ou Ucrânia, a seleção conseguiu impor a sua identidade, acabando por ceder apenas devido à superioridade dos oponentes na fase final dos encontros. Contudo, mostra-se convicto de que é possível prolongar esse rendimento competitivo e assegura que é com esse propósito que a equipa vai trabalhar nos dias de preparação que antecedem a partida.

Na extinta Liga Mundial, os franceses conquistaram os primeiros grandes títulos globais em 2015 e 2017, além de terem garantido uma medalha de prata em 2006 e uma de bronze em 2016.

Com a transição para o formato da Liga das Nações (VNL), o sucesso continuou evidente. A França sagrou-se campeã da VNL em 2022 e repetiu o feito em 2024, ano em que o título serviu de rampa de lançamento para o ouro olímpico em Paris. O palmarés francês na VNL conta ainda com uma medalha de prata conquistada na edição inaugural de 2018 e uma medalha de bronze alcançada em 2021.

No cenário continental, o historial da França no Campeonato da Europa (EuroVolley) é longo e marcado por uma presença regular nos pódios desde as primeiras edições da prova. O ponto alto da história francesa no torneio aconteceu em 2015, quando a icónica geração conquistou a primeira e única medalha de ouro do país ao vencer a Eslovénia na final por três sets a zero. Antes dessa glória, os franceses já tinham batido na trave várias vezes, acumulando quatro medalhas de prata em 1948, 1987, 2003 e 2009.

A seleção gaulesa também subiu ao terceiro degrau do pódio europeu em duas ocasiões, arrecadando as medalhas de bronze nos anos de 1951 e 1985, o que demonstra uma regularidade competitiva que atravessa várias décadas e diferentes gerações de atletas.

Estremoz ou o epicentro do Voleibol com a Taça Ibérica no feminino

Voleibol-TacaIberica-16-09-2026O voleibol peninsular está de volta ao topo da agenda desportiva nacional e com lugar reservado no Alentejo. Depois de ter acolhido com sucesso a Supertaça feminina no ano passado, a cidade de Estremoz prepara-se para transformar o Pavilhão Municipal no palco da prestigiada Taça Ibérica feminina, agendada para os dias 19 e 20 de setembro.

O torneio marca o regresso da competição internacional ao calendário após uma pausa em 2025, colocando frente a frente a elite de Portugal e Espanha. O grande destaque luso vai para as campeãs nacionais do FC Porto, equipa que procura revalidar o troféu que já conquistou em 2024, em Las Palmas. A armada portuguesa fica completa com o Sporting de Braga, vice-campeão nacional.

Do lado espanhol, a exigência será máxima. As bracarenses abrem o torneio no sábado, às 15h00, perante o CAV Esquimo Dos Hermanas, emblemático clube de Sevilha que chega após conquistar a dobradinha (Liga e Taça) em 2026. O encontro terá ainda o atrativo especial de colocar as bracarenses frente à internacional portuguesa Maria Reis Lopes, recente reforço da formação andaluza. Mais tarde, às 18h00, o FC Porto mede forças com as vice-campeãs espanholas do CV CD Heidelberg.

Para o domingo estão reservadas as decisões: o apuramento do 3º e 4º lugar disputa-se às 15h00, enquanto a final está marcada para as 18h00.

Para os adeptos que pretendem viver todas as emoções ao vivo no Pavilhão Municipal de Estremoz, os bilhetes já se encontram oficialmente à venda pelo valor unitário de 5€, disponíveis no site da Federação Portuguesa.

Todos os jogos do torneio feminino contam também com transmissão em direto na Sport TV.

A vertente masculina da Taça Ibérica 2026 rumará a Espanha, sendo disputada a 10 e 11 de outubro no Gran Canaria Arena, em Las Palmas.

O torneio masculino contará com o anfitrião CV Guaguas e o CV Melilla a representar Espanha, enquanto o Sporting Clube de Portugal (campeão nacional) e o Sport Lisboa e Benfica (vice-campeão e finalista da Taça de Portugal) serão os representantes lusos.

As meias-finais colocarão em campo o CV Melilla diante do Sporting CP e o CV Guaguas frente ao SL Benfica.

O regresso da Taça Ibérica reativa uma tradição iniciada em 2023. Na edição inaugural feminina, em Viana do Castelo, as espanholas do CV Hidramar Gran Canaria ergueram o troféu.

Nesse mesmo ano, a prova masculina foi disputada no Centro Desportivo Municipal El Batán, em Gran Canária, onde o CV Guaguas venceu o Benfica por 3-1 na final, enquanto o Sporting assegurou o terceiro lugar ao derrotar os espanhóis do Grupo Herce Soria por 3-2.

 

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