Quarta-feira 28 de Outubro de 2020

Luciana Diniz a rainha da equitação portuguesa

rio-2016Luciana Diniz bem se pode classificar com a rainha da equitação portuguesa depois de ter sido um dos 21 vencedores da segunda ronda do torneio de Salto de Obstáculos, tal o número de concorrentes que fizeram o percurso limpo de faltas e dentro do tempo definido.

Em grande estilo, Luciana entrou determinada, a égua percebeu isso e correspondeu em pleno, bem se podendo afirmar que fez um percurso brilhante e que Portugal, está numa final olímpica nesta disciplina individual.

No entanto, Portugal tem três medalhas olímpicas conquistadas em anteriores edições – mas em termos de equipas – a primeira (prata) nos jogos em 1924, em Paris, formação constituída por Aníbal Borges de Almeida, Hélder Sousa Martins, José Mouzinho de Albuquerque e Luís Cardoso Menezes; a segunda (bronze) em 1936, em Berlim, com Domingos Sousa Coutinho, José Beltrão e Luís Mena e Silva; a terceira (bronze) em 1948, em Londres, com Fernando Paes, Francisco Valadas Jr e Luís Mena e Silva de novo.

Aguarda-se que que esta quarta-feira os astros voltem a estar, de novo, com Luciana Diniz.

Pimenta, Évora e … tudo o vento levou!

Apesar do favoritismo divulgado por cada um pela comunicação social, da motivação ou empolamento) criada igualmente na imprensa, rádio e tv, a verdade, nua e crua, surgiu a meio da tarde desta terça-feira, com a frustração de Fernando Pimenta e Nelson Évora por não terem conseguido conquistar qualquer medalha.

Quanto a Pimenta, utilizou a mesma táctica da meia-final (sair forte) e aos 500 metros levada mais de um segundo (1.42,65) de vantagem em relação à prova anterior (1.43,96), com uma vantagem apreciável sobre os demais adversários.

Só que, poucos metros à frente, Pimenta como que bloqueou e viu começar a passar quase toda a gente para a sua frente.

De tal forma que da esperança surgiu a “negritude” (ainda que com um Diploma Olímpico) sufragado pelo 5º lugar alcançado, com o tempo final de 3.35,34, pior que os anteriores registos (3.33,14 e 3.33,42).

O novo campeão olímpico é o espanhol Marcus Walz (3.41,44), com a prata para o checo Josef Dostal (3.32,14) e o bronze para o russo Roman Anoshkin (3.33,36).

Sobre Nélson Évora, o quarto na ordem de salto, deve ter ficado de “boca ao lado” depois de ter visto os três primeiros passarem os 17,50, o que se verificaria a qualquer um nas condições do campeão olímpico português depois de uma séria de lesões e cirurgias que o deixarem “ko” durante cerca de dois anos.

O ter sido campeão europeu pouco ajudou, porque hoje não foi o dia de Nélson Évora.

O campeão começou com 16,90, subiu aos 16,93 e fixou-se nos 17,03 nos primeiros três ensaios, os únicos validados, porquanto nos mais três suplementares fez três nulos, marca que resultou no 6º lugar, muito pouco para os objectivos do atleta, embora venha para Portugal mais um Diploma Olímpico.

Christian Taylor (EUA) é o novo campeão olímpico, com 17,86, seguido do compatriota Will Claye (17,76) e do chinês Dong Bin (17,58).

Ainda no atletismo, Marta Onofre e Maria Leonor Tavares ficaram muito aquém do que foram os mínimos alcançados para o salto com vara e passaram para a bancada mais alguns dias antes de regressar a Portugal.

Marta saltou 4,30 (conseguiu o recorde nacional este ano, com 4,51) e Leonor ficou-se pelos 4,15, a que corresponderam o 24º e 29 lugares.

Recorde-se ainda que Vera Barbosa foi 6ª na 5ª eliminatória dos 400 metros-barreiras, com 57,28, que correspondeu ao 33º lugar, logo afastada das fases seguintes.

Na canoagem, Francisca Laia foi 8ª e última na final B (final da consolação), com 42,69, o que correspondeu ao 16º na geral, obtendo o estatuto de meio finalista em termos do valor da bolsa que irá receber no novo período olímpico.

49er de Jorge Lima e José Costa

Nas últimas três regatas da competição, esta terça-feira realizadas na baía do Rio de Janeiro, a dupla Jorge Lima e José Costa, na classe 49er, cumpriram as últimas regatas, tendo-se fixado na 16ª posição, o que não dá acesso à final.

O par luso começou por ficar num excelente 9º lugar, desceram depois ao 19º e voltaram a subir ao 12º, curto para o que se poderia esperar.

A Nova Zelândia é a líder (33 pontos), seguida da Alemanha (67) e da Austrália (70).

Programa português para esta quarta-feira (dia 17)

Canoagem

- K2 1000m (M), Eliminatórias, Emanuel Silva/João Ribeiro, 13h00

- C1 200m (M), Eliminatórias, Hélder Silva, 13h16

- K1 500m (F), Eliminatórias, Teresa Portela, 13h51

- K2 1000m (M), Meias-finais, Emanuel Silva/João Ribeiro, 14h12

- C1 200m (M), Meias-finais, Hélder Silva, 14h20

- K1 500m (F), Meias-finais, Teresa Portela, 14h48

Taekwondo

– 58 kg, Oitavos-de-final, Rui Bragança, 13h00

– 58 kg, Quartos-de-final, Rui Bragança 19h00

– 58 kg, Meias-finais, Rui Bragança, 21h00

– 58 kg, Repescagens, Rui Bragança, 0h00

– 58 kg, Finais, Rui Bragança, 1h00 (5ª feira)

Hipismo

- Salto de Obstáculos, 3ª Ronda Qualificação, Luciana Diniz, 14h00

Medalheiro

Após as finais das provas relativas a esta terça-feira (na hora de fecho da redacção), a única alteração no top cinco é o regresso da Itália ao 6º lugar, com a Alemanha a subir à quinta posição, como segue:

1.Estados Unidos, 83 medalhas, sendo 28 de ouro, 28 de prata e 27 de bronze; 2. Grã-Bretanha, 50 (19-19-12); 3. China, 49 (16-15-18); Rússia, 38 (12-12-14); Alemanha, 25 (11-7-7); Itália, 23 (8-9-6) e Holanda, 14 (8-33).

Portugal mantém-se no último grupo de oito países (68ª posição) correspondente ao bronze de Telma Monteiro.

 

Outras notícias

- Vânia Neves, a representante portuguesa na prova de natação em águas abertas,

que acabou no 24º lugar depois de, a meio percurso, seguir entre as dez primeiras, foi penalizada com uma advertência (cartão amarelo).

Soube-se, mais tarde o motivo de ter sido relegada para as últimas posições no retorno para a linha de chegada: levou uma cotovelada numa vista, outra nas costas e, combalida, não teve forças para se manter na frente. Isto os fiscais/árbitros não viram. Falta de óculos ou falta de zelo. Apenas viram – e aqui muito bem – que a segunda na chegada agrediu uma concorrente e foi desclassificada quando tinha quase a medalha ao pescoço. Coisas…

 

- Com se verifica (ou deve verificar) – porque das regras – em todos os laboratórios que fazem recolha dos líquidos orgânicos (urina e sangue) para as análises de dopagem, este material tem de ficar guardado em frigoríficos, a determinada temperatura, para preservar a qualidade das amostras.

Obriga também a que apenas os técnicos que farão as análises poderão ter acesso aos referidos frigoríficos.

Caso isso não se verifique, está encontrada uma não conformidade que pode encerrar/suspender a actividade do laboratório. A notícia de que o do Rio de Janeiro está a cumprir esta norma é … uma não notícia.

- O brasileiro Thiago Braz sagrou-se, de forma mais ou menos inesperada, campeão olímpico no salto com vara, ao transpor a fasquia colocada a 6,03, arredando do título o recordista mundial, o francês Renaud Lavinie, que não foi além de 5,98, no período de salta ou passa a outra altura.

De registar que a marca de 6,03 é um novo recorde olímpico para … memória futura!

- A norte-americana Simone Biles conquistou a quarta medalha, terceira de ouro (a outra foi de bronze) na Ginástica Artística, esta terça-feira com exercícios no solo, mantendo-se ainda em competição a caminho de uma possível quarta medalha de ouro.

- A etíope Etenesh Diro (7ª na eliminatória dos 3.000 metros obstáculos) ficou sem um sapato e continuou em prova até ao fim, tendo sido repescada para a final por ter sido prejudicada, o mesmo sucedendo com a jamaicana Aish Prought e a irlandesa Louise Treacy, que caíram.

Dado que nenhuma atleta – as que eventualmente terão provocado a queda das repescadas – foi desclassificada, como determinam as regras, a chamada destas à final não tem fundamento regulamentar, não se entendendo a decisão tomada pela Federação Internacional de Atletismo, sendo um precedente grave. Acção social aos desfavorecidos?

- Katie Ledecky, de 19 anos, consagrou-se como a terceira norte-americana a conquistar quatro medalhas na mesma edição dos Jogos (neste caso no Rio de Janeiro), tendo concluído a saga com o triunfo nos 800 metros livres.

As outras que atingiram este objectivo foram Amy Van Dicken e Missy Franklin.

- Entretanto iniciaram-se as eliminatórias dos 200 metros e Usain Bolt já garantiu a presença nas meias-finais depois de vencer na primeira ronda. Mais espectáculo para ver … mais à frente.

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