Sábado 19 de Outubro de 2019

Estados Unidos da América uma vez mais superiores no mundial de atletismo, em Doha

IAAF Doha 2019 final logoOs Estados Unidos da América foram, uma vez mais, superiores aos restantes países que tomaram parte em mais uma edição do Mundial de Atletismo, que terminou e que teve como palco a cidade de Doha, no Qatar.

Uma competição que, como se sabia, tinha (e tem) altas temperaturas (até 40 graus de dia e entre 25 e 30 de noite), que teriam influência no rendimento dos atletas, em especial também pela alta percentagem de humidade, acima dos 80%.

A situação não se colocava a todos, face às várias geografias de cada país de origem, se bem que existem métodos científicos para “minorar” o “mau estar” dos atletas menos afoitos a estas condições.

Situações que foram confirmadas pela maioria dos resultados obtidos, apesar de se terem obtido recordes dos campeonatos, melhores marcas mundiais, continentais e até nacionais, quiçá maiores dos que os esperados, o que talvez se fique a dever a uma melhor preparação dos intervenientes nesses mesmos registos, que “arranjaram” de contornar os tais problemas da humidade e do elevado calor.

IAAF /  Doha 2019

IAAF / Doha 2019

Na última ronda, este domingo, foram obtidas as melhores marcas do ano nas estafetas dos 4×400 metros, quer masculino quer feminino, com os Estados Unidos a vencer, respectivamente com 2.56,69 (com a Polónia a bater o recorde nacional a 2.59,50) e 3.18,92 (onde a Colômbia também bateu o recorde nacional com 3.21,89).

Melhor marca do ano ainda nos 10.000 metros, com o ugandês Joshua Cheptegei a vencer com 26.48,36, destacando-se o recorde canadiano alcançado por Mohammed Ahmad (26.59,35) e o também recorde italiano obtido por Crippa (27.10,76), atletas provavelmente de origem africana e naturalizados, como vai acontecendo um pouco por todo o mundo.

Para os dirigentes da Federação Portuguesa de Atletismo, os resultados são considerados idênticos a presenças anteriores, na proporção numeral e qualitativa, pela conquista da medalha de prata por João Vieira (50 km marcha) e pelos outros três resultados do “top ten”, como foram os casos do 4º lugar de Pedro Pichardo no triplo salto, o 8º de Patrícia Mamona também no triplo salto e o 9º de Ana Cabecinha nos 20 km marcha.

Em termos de medalhas, Os Estados Unidos conquistaram 29 (14 de ouro, 11 de prata e 4 de bronze), seguido do Quénia (5-2-4) e da Jamaica (3-5-4), enquanto Portugal ficou no grupo dos 27ºs com a prata de João Vieira.

Em termos de pontos, Os Estados Unidos somaram 310 contra 122 do Quénia e 115 da Jamaica, pódios de onde a Rússia continua ausente face aos problemas de “doping de estado” que ainda não resolveu, pelo que deverá estar ausente dos jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Portugal ficou no 31º lugar, com 13 pontos.

 

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